Conheça a história de 6 ícones da MPB

Djavan, Rita Lee e João Gilberto são algumas das estrelas que estão na lista

Conheça a história de 6 ícones da MPB

Por: Nicole Defillo 


Hoje, 17 de outubro, é conhecido como o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, que celebra e homenageia o nascimento da primeira compositora oficial da MPB: Chiquinha Gonzaga. Essa data foi criada a partir do Decreto de Lei nº 12.624, de 9 de maio de 2012, outorgado pela ex-presidente Dilma Rousseff. 


Chiquinha Gonzaga nasceu no dia 17 de outubro de 1847, no Rio de Janeiro, e durante sua carreira compôs diversas canções que fazem muito sucesso até hoje, como ‘Ô Abre Alas’, ‘Lua Branca’ e ‘Plangente’. Além disso, a musicista também serviu de inspiração para outros grandes nomes da MPB, como Elis Regina, Chico Buarque e Caetano Veloso, e ficou imortalizada como a fundadora da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais.


E, para celebrar esta data tão importante para a música nacional, nós vamos te contar a história de outros 5 artistas que são considerados ícones da MPB, atualmente. Confira: 


Djavan


Nascido em Maceió no dia 27 de janeiro de 1949, Djavan Caetano Viana, é um cantor, compositor, produtor musical e violonista brasileiro. Filho de mãe negra e de um pai branco, o músico trabalhava integralmente como ambulante pelas ruas de Maceió.


Djavan poderia ter sido jogador de futebol. Lá pelos 11 anos, o garoto dividia seu tempo e sua paixão entre jogar bola nas várzeas de Maceió e o equipamento de som quadrifônico da casa do pai de um amigo de infância, Dr. Ismar Gatto. Aos 23, chegou ao Rio de Janeiro para tentar a sorte no mercado musical, mas foi somente com a ajuda Edson Mauro, radialista e conterrâneo, que o levou para a fama e para sua primeira grande oportunidade.


Caetano Veloso 


Caetano Emanuel Viana Teles Veloso, nascido em 7 de agosto de 1942, é conhecido mundialmente pelo seu trabalho como músico, produtor, arranjador e escritor. Com uma carreira que ultrapassa cinco décadas, Caetano construiu uma obra musical marcada pela releitura e renovação, considerada amplamente possuidora de grande valor intelectual e poético.


Embora desde cedo tivesse aprendido a tocar violão, escrito entre 1960 e 1962 críticas de cinema para o Diário de Notícias e conhecido o trabalho dos cantores de rádios e dos músicos de bossa nova, Caetano iniciou seu trabalho profissionalmente apenas em 1965, com o compacto ‘Cavaleiro/Samba em Paz’, enquanto acompanhava a irmã mais nova Maria Bethânia por suas apresentações nacionais do espetáculo Opinião, no Rio de Janeiro.


Rita Lee


Rita Lee Jones de Carvalho, conhecida apenas como Rita Lee, nasceu na véspera de Ano-Novo de 1947, em uma família de classe média paulistana. Ela é a filha mais nova do dentista Charles Fenley Jones, imigrante norte-americano, e de Romilda Padula Jones, de descendência italia. O "Lee" é um nome composto com que o pai quis registrar todas as filhas, em homenagem ao general Robert E. Lee, do exército confederado norte-americano. 


 Na adolescência passou a se interessar por música, começando a compor suas primeiras canções, e desde então, não parou mais. Rita chegou a cursar Comunicação Social na Universidade de São Paulo em 1967, na mesma turma da atriz Regina Duarte, mas deixou a universidade durante o primeiro período.


Cássia Eller


Cássia Rejane Eller, conhecida apenas como Cássia Eller, foi uma das maiores representantes do rock brasileiro dos anos 90. Ela também foi eleita a 18ª maior voz e 40ª maior artista da música brasileira pela revista Rolling Stone Brasil. 


O interesse pela música começou aos 14 anos, quando ganhou um violão de presente. Ela aprendeu a tocar o instrumento e falar inglês com uma ajuda inusitada: com as músicas dos Beatles. Aos 18 anos chegou a Brasília, onde cantou em coral, fez testes para musicais, trabalhou em duas óperas como corista, além de fazer parte, durante um ano, do primeiro trio elétrico da cidade denominado ‘Massa Real’. Contudo, sua carreira despontou somente em 1981, ao participar de um espetáculo de Oswaldo Montenegro. 


Infelizmente, a cantora morreu aos 39 anos, no dia 29 de dezembro de 2001, após um infarto do miocárdio causado por uma malformação em seu coração.


João Gilberto


Considerado um artista genial por musicólogos e jornalistas especializados, João Gilberto revolucionou a música brasileira ao criar uma nova batida de violão para o samba: a bossa nova. 


Um fato curioso é que aos sete anos, João percebeu um erro na execução da organista da igreja que sua família frequentava, mesmo em meio às dezenas de vozes do coro, mostrando, desde muito pequeno, o ouvido privilegiado que possuía. Aos 14 anos, ganhou seu primeiro violão e formou um conjunto vocal chamado Enamorados do Ritmo. 


Durante os três anos vividos em Salvador, abandonou os estudos para se dedicar exclusivamente à música e iniciou, aos 18 anos, sua carreira artística no cast da Rádio Sociedade da Bahia. Pouco depois, em 1952, o músico teve oportunidade de gravar um disco solo para a gravadora Copacabana. 


Apesar de ter tido uma carreira esplêndida marcada por diversos sucesso, como as músicas ‘Chega de Saudade’ e ‘Desafinado’, o artista veio a falecer em 6 de julho de 2019, aos 88 anos, devido a problemas de saúde que vinha apresentando a alguns anos.

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