Créditos: Adrian Boot/Grateful Dead
Bob Weir, guitarrista, vocalista e cofundador do Grateful Dead, morreu aos 78 anos. A notícia chegou a público no último sábado (10), por meio das redes sociais oficiais do músico.
Segundo nota, o artista tinha vencido recentemente um câncer, mas estava sofrendo de problemas pulmonares e não resistiu. “Ele partiu em paz, cercado por pessoas queridas, após vencer um câncer corajosamente, do jeito que só o Bobby sabia. Infelizmente, ele acabou sucumbindo a problemas pulmonares”, destacou o comunicado.
Diante da repercussão, o Grateful Dead, que encerrou as atividades em 1995, emitiu um texto a respeito da partida do membro, que dedicou-se a outros projetos como o Dead & Company. Diz o longo texto:
“Bobby Weir tinha apenas 17 anos quando cofundou os Warlocks e foi uma das pouquíssimas pessoas que esteve presente em absolutamente todos os shows do Grateful Dead. Ao se juntar a Jerry e Pigpen em 1964 — e, logo depois, a Billy e Phil, com Mickey chegando em seguida —, o Grateful Dead passou a ser definido pela singularidade de cada músico e de cada voz que esses integrantes levavam ao palco. E Bobby era tão único quanto qualquer um deles.
Um guitarrista diferente de todos os outros e um compositor responsável por algumas das canções mais interessantes, empolgantes e ritmicamente inusitadas da história do rock, Bobby também era a estrela do rock dentro do Grateful Dead. A lista de suas contribuições ao repertório da banda é extensa demais para ser enumerada aqui, mas músicas como Sugar Magnolia, Truckin’, Jack Straw, Cassidy, Looks Like Rain, Playing in the Band, Weather Report Suite, The Music Never Stopped, Estimated Prophet, Feel Like a Stranger, Hell in a Bucket e Throwing Stones são apenas a ponta do iceberg de sua grandeza como compositor.
Sempre que tinha um momento livre, tanto durante os 30 anos de carreira de shows do Dead quanto depois disso, Bobby estava envolvido em projetos empolgantes e diversos, como Kingfish, Bobby & The Midnites, Weir & Wasserman, RatDog, The Other Ones, The Dead, Furthur, Dead & Company, Wolf Bros, colaborações sinfônicas, gravações e apresentações ao vivo. Ele nunca ficou parado, estava sempre seguindo em frente, e era uma inspiração para todos nós.
Assistir Bobby fazendo qualquer coisa sempre foi um prazer, pois ele abraçava a vida ao seu redor. Acima de tudo, sua família lhe proporcionava uma felicidade imensa. No palco, ao se apresentar para todos nós, ele mostrava um homem que amava arrancar sorrisos do público. Nunca fazia nada pela metade, sempre se entregava por completo.
Por 60 anos, Bobby tem sido uma parte fundamental da trilha sonora de nossas vidas. Sua gentileza, generosidade e contribuições musicais tornaram o nosso mundo um lugar melhor.”
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