Créditos: Pascal Le Segretain / Getty Images/ Reprodução Céline Dion
Valentino Garavani, um dos nomes mais influentes da alta-costura italiana e fundador da grife Valentino, morreu na última segunda-feira (19), em sua residência em Roma, aos 93 anos. A informação foi confirmada em comunicado divulgado pela Fondazione Valentino Garavani e Giancarlo Giammetti, entidade criada para preservar o legado cultural e artístico do estilista.
Desde então, o estilista tem recebido inúmeras homenagens. Céline Dion, que vestia as peças idealizadas pelo ícone da moda, publicou um tributo nesta terça-feira (20).
Ela escreveu:
“Oh, meu querido Valentino, desde o começo, você sempre me enxergou como eu realmente sou. Suas criações nunca foram apenas vestidos… eram emoção, confiança e uma beleza delicada ganhando vida. Ao longo dos anos, valorizei profundamente nossa amizade. Você me fez sentir forte, elegante e verdadeiramente eu mesma todas as vezes em que vesti uma de suas peças. Esse é um presente que só um verdadeiro artista pode oferecer. Obrigada pela sua visão, sua generosidade e por compartilhar com o mundo sua extraordinária alta-costura. Seu legado seguirá vivo em cada silhueta, em cada ponto e em incontáveis momentos inesquecíveis.”
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Sobre Valentino Garavani
A presença do estilista na cultura italiana era frequentemente descrita como símbolo de prestígio e poder simbólico. Em perfil publicado pela The New Yorker em 2005, o então prefeito de Roma, Walter Veltroni, resumiu esse status com uma frase que virou citação recorrente: “Na Itália, existe o Papa — e existe Valentino”.
A morte de Valentino marca, para parte da imprensa especializada, reforçada em nota de óbito do New York Times, o encerramento de uma geração de estilistas que definiu a moda do século 20 antes da consolidação do modelo corporativo que hoje domina o setor global de luxo.


