Na última quinta-feira (22), chegou aos cinemas brasileiros “Marty Supreme”, novo filme de Josh Safdie – o mesmo responsável por “Jóias Brutas” (2020), cuja direção divide com seu irmão Benny Safdie –, estrelado por Timothée Chalamet.
Além de Chalamet, o elenco conta com Gwyneth Paltrow – vencedora do Oscar de Melhor Atriz por “Shakespeare Apaixonado” –, Odessa A’zion, Kevin O’Leary, Tyler Okonma – também conhecido como Tyler, The Creator –, Abel Ferrara e Fran Drescher.
O longa foi indicado a nove Oscars para a edição de 2026 e é um dos mais aclamados do ano. Mas o personagem que Chalamet interpreta é real? A Alpha descobriu e te conta!
Marty Supreme existiu na vida real?
No filme, Timothée Chalamet interpreta o mesa-tenista Marty Mauser, personagem baseado vagamente em Marty Reisman, multicampeão da categoria. A trama, ambientada nos anos 50, segue o jovem atleta com o sonho de se tornar campeão em sua categoria e que fará de tudo para alcançá-lo com grandeza.
Reisman, conhecido como “Agulha” devido à sua estatura esguia, era um competidor implacável, famoso também por seu comportamento rebelde e provocador. Como retratado no filme, embora de forma não necessariamente fiel à realidade, o atleta chegou a se hospedar em um luxuoso hotel em Londres, colocando as despesas no nome da Associação Inglesa de Tênis de Mesa.
Leo Leigh, diretor do documentário “Fact or Fiction: The Life and Times of a Ping Pong Hustler”, sobre a vida de Reisman, afirma que “a malandragem estava em seu DNA” (via NPR).
O diretor e roteirista Josh Safdie explicou que a autobiografia de Marty Reisman, The Money Player: The Confessions of America’s Greatest Table Tennis Champion and Hustler, o instigou a fazer o filme. Segundo ele, tanto o livro quanto o filme abordam “um jogador de tênis de mesa que acreditava nesse conceito e tinha um sonho que ninguém respeitava.”
Em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, a família de Reisman, falecido em 2012, não gostou da forma como a memória do mesa-tenista foi evocada. O neto do atleta, Roger, declarou: “Foi difícil para minha mãe assistir a um filme tão intimamente ligado ao nome de seu pai, mas que se distanciava tanto de quem ele realmente era. Alguns momentos a emocionaram profundamente, enquanto a violência e a representação dele como egoísta foram muito dolorosas. Quando ela saiu do cinema em lágrimas, sentiu-se triste e preocupada que algumas pessoas pensassem que aquele era seu verdadeiro pai. Ela disse que não era um retrato fiel dele.”
“Pergunte a qualquer pessoa próxima a ele: ele tinha um senso de humor brilhante e uma mente brilhante. Nunca foi maldoso e se importava profundamente com o sofrimento e o bem-estar dos outros. Ele também tinha um profundo senso de justiça, equidade e distinção entre certo e errado”, ele concluiu.
A família ainda reforçou que certos momentos da produção foram “humilhantes” e que o filme “lucrou ao externalizar danos e invocou o nome de Marty sem atribuição ou compensação.”


