Oscar: a história de Katharine Hepburn com a premiação

Organizado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o Oscar é a premiação mais aguardada do ano no universo do cinema, reconhecendo as maiores conquistas da indústria mundial. A premiação é amplamente conhecida como o prêmio mais prestigiado e cobiçado pelos cineastas e artistas de todo o mundo.

E, por mais que o prêmio pareça inalcançável para a maior parte da indústria, Katharine Hepburn ocupa um lugar singular na história. Ela é, até hoje, a atriz com mais estatuetas de interpretação da história da premiação, com quatro Oscars de Melhor Atriz — um recorde que permanece inalterado.

E, apesar de reter o recorde, Hepburn nunca compareceu a uma cerimônia para receber uma única de suas estatuetas. Vem descobrir mais sobre essa fascinante história, que permanece um dos mais icônicos e lembrados casos da história da indústria cinematográfica!

Qual é a história de Katharine Hepburn com a maior premiação do cinema?

A relação de Hepburn com o Oscar começou cedo. Sua primeira vitória ocorreu em 1934, por “Manhã de Glória”, quando a atriz ainda estava no início da carreira em Hollywood.

No entanto, Katharine passou por um período de menor prestígio comercial nos anos 1940 e só conseguiu retomar força nas décadas seguintes. Sua segunda vitória veio em 1968, por “Adivinhe Quem Vem para Jantar”, filme marcante tanto por seu contexto social — ao abordar o casamento interracial — quanto por dividir a tela com Spencer Tracy, em sua última atuação no cinema.

Em 1969, Hepburn alcançou um feito inédito: duas vitórias consecutivas. Venceu por “O Leão no Inverno”, empatando com Barbra Streisand.

A justificativa, que se tornaria icônica para explicar sua distância das premiações, era direta e definitiva: “Prêmios não significam nada. Meu verdadeiro prêmio é o trabalho.

A única vez em que subiu ao palco do Oscar, em 1974, foi para entregar — e não para receber — o Prêmio Memorial Irving G. Thalberg ao amigo Lawrence Weingarten. No palco, a intérprete disse: “Sou a prova viva de que uma pessoa pode esperar 41 anos para deixar de ser egoísta.

No ínterim, a atriz deu uma justificativa mais pessoal a seu afastamento dos prêmios, atrelando-o ao seu ego: “Por que não vou à cerimônia do Oscar? Deve ser porque tenho medo de perder. Não aprovo minha atitude de não ir. Acho isso mesquinho da minha parte. De segunda categoria. De segunda categoria, não ir.”

Pouco depois, consolidou o recorde com a quarta vitória, em 1982, por “Num Lago Dourado”, atuando ao lado de Henry e Jane Fonda. Hepburn não foi ao prêmio, pois estava no teatro, se apresentando em “Valsa da Vida”.

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