Em janeiro de 2023, a tradicional revista norte-americana Rolling Stone publicou uma lista com os 200 melhores cantores da história. Na ocasião, o veículo ressaltou que o critério não se limitava, necessariamente, às “maiores vozes” — embora muitos dos selecionados sejam reconhecidos por potência vocal, técnica apurada e amplo alcance.
O ranking reuniu artistas de diferentes gerações, incluindo nomes já falecidos e intérpretes que permanecem em plena atividade. Assim, em celebração ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, destacamos as cinco cantoras que continuam nos palcos e que ocuparam as posições mais altas da lista.
Confira abaixo:
1. Mariah Carey (5º lugar no ranking geral)
“Desde Vision of Love (1990), a cantora e compositora equilibra com maestria o soul e o R&B clássicos com o pop moderno — muitas vezes à frente de seu tempo. Seu segredo sempre foi uma doçura vocal que pode soar angelical ou maliciosa, dependendo de como ela utiliza suas múltiplas armas vocais. De sussurros suaves e sensuais a notas graves e poderosas, tudo pode ser usado com o mesmo impacto eletrizante. Ao unir seu talento vocal operático com uma atitude firme e um gosto por glamour e drama, Carey formou gerações de imitadores. Mas nenhum deles superou a verdadeira arquiteta do som do pop moderno”, destacou a Rolling Stone a respeito da escolha.
2. Beyoncé (8º no ranking geral)
“Na voz de Beyoncé está contida toda a história da música negra. Ela é uma das grandes historiadoras do pop — uma artista tão apaixonada pelos ícones que a influenciaram que encontra, naturalmente, maneiras de homenageá-los em sua música, em suas performances e, claro, em seu canto. Mas nada no que Beyoncé faz é mera imitação. Pelo contrário: ela assimilou as lições de nomes como Prince, Tina Turner, Diana Ross, Michael Jackson, Janet Jackson, Donna Summer, entre outros, e moldou a si mesma como um ícone à altura desses gigantes — tudo isso enquanto permanece no auge da carreira”, pontuou o veículo.
3. Adele (22º no ranking geral)
“Ouça como a voz de Adele amadureceu ao longo dos anos e você perceberá uma mulher literalmente encontrando sua própria voz. Desde os tempos de ‘Chasing Pavements’, no fim dos anos 2000, seu mezzo-soprano já carregava um tom de melancolia. Em ‘Rolling in the Deep’, ela expõe essa dor com intensidade, chegando quase às lágrimas em meio a sentimentos de vingança e arrependimento. Em ‘Someone Like You’, sucesso do álbum ’21’, Adele entrega uma performance digna de palco iluminado por um único foco de luz, com vogais ricas e arredondadas que revelam sua crescente autoconfiança após um término. Seu alcance vocal cresceu nos álbuns mais recentes: em ‘Send My Love (To Your New Lover)’, do ’25’, ela adiciona acidez aos versos com despedidas afiadas, enquanto em ‘All Night Parking’, do ’30’, seu estilo vocal se aproxima da leveza e fluidez do jazz. À medida que sua voz rouca e poderosa explora novas possibilidades, Adele se torna ainda mais impactante”, afirmou a RS.
4. Mary J. Blige (25º no ranking geral)
“Na infância e adolescência, Mary J. Blige recorria ao canto como forma de escape e, nos primeiros anos de carreira, frequentemente enfrentava seus próprios demônios durante as gravações. Com o tempo, a cantora assumiu um controle mais firme sobre sua vida e sua trajetória profissional — e sua interpretação evoluiu na mesma medida. A emoção profunda permaneceu, mas as imprecisões vocais desapareceram. Acima de tudo, consolidou-se a personalidade artística: alguém que enfrentou adversidades e se recusa a desistir”, detalhou a revista.
5. Dolly Parton (27º no ranking geral)
“A voz de Dolly Parton é a essência do country em estado puro — e, ainda assim, sua transição para o pop no fim dos anos 1970 parece, em retrospecto, tão natural quanto seu estrelato multimídia, um desdobramento evidente de seu carisma. Ouça novamente ‘Jolene’ e deixe-se envolver pelo drama contido e devastador dos apelos no refrão. Repare nas vogais elásticas e na entrega intensa do hino escrito por Porter Wagoner, ‘When I Sing for Him'”, finalizou o veículo.


