Dia da Mulher: 4 lugares culturais de São Paulo criados ou liderados por mulheres

No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, São Paulo oferece exemplos concretos de como a presença feminina molda a vida cultural da cidade. De espaços dedicados à música e às artes visuais a instituições consolidadas no circuito cultural, diferentes iniciativas foram criadas ou são lideradas por mulheres.

Teatro Ruth Escobar

Inaugurado em 1963, o Teatro Ruth Escobar, na Bela Vista, nasceu da iniciativa da atriz e produtora portuguesa naturalizada brasileira Ruth Escobar (1935–2017). Com apoio da colônia portuguesa em São Paulo, ela viabilizou a construção de um complexo cultural voltado à experimentação artística e ao intercâmbio internacional. O teatro se consolidou como espaço de vanguarda, acolhendo montagens inovadoras e festivais que ampliaram o diálogo entre o Brasil e a cena europeia. Ao longo das décadas, tornou-se referência na história do teatro paulistano, simbolizando a força de uma liderança feminina na consolidação de equipamentos culturais independentes na cidade.

Fundação Cultural Ema Gordon Klabin

Criada em 1978 pela empresária e colecionadora Ema Gordon Klabin (1907–1994), a Fundação Cultural Ema Gordon Klabin está localizada no Jardim Europa. Instituição privada sem fins lucrativos e declarada de utilidade pública federal, tem como missão preservar e difundir o acervo reunido por mais de sete décadas, que inclui obras de arte, peças arqueológicas e objetos históricos. Aberta à visitação pública desde 2007, a fundação promove exposições, concertos, cursos e atividades educativas, mantendo viva a vocação de sua fundadora como mecenas e incentivadora das artes no Brasil.

A Casa de Vidro

Projetada pela arquiteta italiana naturalizada brasileira Lina Bo Bardi (1914–1992) e construída entre 1950 e 1951 no Morumbi, a Casa de Vidro foi a primeira residência erguida no então recém-loteado Jardim Morumbi. Concebida como moradia do casal Lina e Pietro Maria Bardi, tornou-se marco da arquitetura moderna no Brasil, destacando-se pela integração com a paisagem e pelo uso inovador de estrutura elevada e amplas superfícies envidraçadas. Tombada pelo CONDEPHAAT em 1987, abriga atualmente o Instituto Lina Bo e Pietro Maria Bardi, responsável pela preservação do acervo e pela realização de exposições, encontros e pesquisas.

Instituto Tomie Ohtake

O Instituto Tomie Ohtake, localizado em Pinheiros, foi criado para difundir a arte contemporânea e preservar o legado da artista nipo-brasileira Tomie Ohtake (1913–2015). Reconhecido por sua programação dedicada às artes visuais, arquitetura e design, o espaço tornou-se um dos principais polos culturais da capital. A instituição é presidida por Marcy Junqueira, que conduz a gestão e a ampliação das atividades culturais e educativas. O instituto reafirma o protagonismo feminino tanto na origem — ligada à trajetória de Tomie — quanto na condução administrativa atual.

 

 

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