Um pouco mais de um ano desde o último show em solo brasileiro, o Living Colour retornou ao Brasil com a turnê comemorativa “The Best of 40 Years Tour“. Ao todo, os músicos farão quatro apresentações por aqui, em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.
Na capital paulista, o espetáculo aconteceu na última sexta-feira, dia 27 de fevereiro, e reuniu roqueiros das mais diversas idades no Tokio Marine Hall. O público, aliás, ia desde fãs a época de ouro da banda, que atingiu o auge entre o final dos anos 80 e o início dos 90, até jovens e crianças acompanhando suas famílias.
Quem abriu a noite foi o Madzilla, grupo estadunidense de trash-metal melódico. Por isso, quando o Living Colour subiu ao palco pontualmente às 22h, a plateia já estava aquecida.
Atualmente, o quarteto é formado guitarrista fundador Vernon Reid, o vocalista Corey Glover, o baixista Doug Wimbish e o baterista Will Calhoun. Todos os músicos estão na banda desde, pelo menos, 1992. Glover, por exemplo, entrou na formação em 1985, um ano após a criação da banda, sendo o segundo membro mais antigo.
A química dos quatro é palpável até para aqueles que estão mais distantes do palco. Antes de subirem de fato ao tablado, os artistas colocam o instrumental da “Marcha Imperial”, clássico da trilha sonora de “Star Wars”, e é Calhoun quem começa a apresentação seguindo a marcha brevemente.
Então, os astros abriram de fato o repertório ao som de “Leave It Alone”, que foi seguida por “Middle Man”, faixa do disco de estreia do Living Colour, “Vivid”.
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Ao tocar “Memories Can’t Wait”, cover cheio de personalidade da faixa do Talking Heads, a banda colocou o Tokio Marine Hall abaixo, em um dos momentos mais eletrizantes do show.
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Após a sexta música, “Funny Vibe”, Glover parou o show por um motivo especial: uma fã na plateia, Gisele, estava comemorando aniversário. O vocalista, então, se sentou no palco e cantou “Parabéns para Você” em inglês, se atrapalhando na hora de falar o nome da aniversariante.
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A faixa seguinte, “Bi”, ganhou uma introdução diferente com Corey jogado em meio a plateia. Nos primeiros versos da música, o cantor estava colado à grade e aos fãs.
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O segundo cover da noite foi uma versão emocionante de “Hallelujah”, clássico de Leonard Cohen, que já foi gravado por inúmeros artistas. A voz poderosa do vocalista de 61 anos arrepiava qualquer pessoa que estivesse por ali.
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A interação de Glover com os fãs não foi a única surpresa da noite. Como já previsto em setlists passadas, o baterista Will Calhoun separou um momento do show para o seu solo de bateria. Ele, porém, ainda colocou para tocar um trecho do clássico brasileiro “Baianá”, dos Barbatuques, enquanto acompanhava com as baquetas. Confira!
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Embora seja uma emblemática banda de rock, o Living Colour bebeu e ainda bebe da fonte de outros gêneros musicais, como blues e hip-hop. Não à toa, os músicos homenagearam especialmente o hip-hop em um medley reimaginando “White Lines (Don’t Don’t Do It)”, “Apache” e “The Message”.
O restante do repertório seguiu como planejado e claro que os mega hits da banda não poderia ficar de fora. Guardando o melhor para o último trecho do show, o quarteto embalou o público com a sequência de “Glamour Boys”, “Love Rears It’s Ugly Head”, “Type” e “Time’s Up”.
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O maior sucesso dos músicos, “Cult of Personality”, tão esperado ao longo do show, animou os roqueiros de todas as idades.
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Para fechar a noite, foi a plateia quem deu um verdadeiro show ao final de “Solace of You”. A música concluiu o repertório das lendas do rock, mas não sem antes emocionar com um coro dos fãs.
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Diferente do primeiro show no Brasil, em Porto Alegre, o Living Colour não tocou o famoso cover de “Should I Stay or Should I Go”, do The Clash. A resposta à música, é claro, seria que eles deveriam ficar o tempo que quisessem naquele palco no Tokio Marine Hall, já que duas horas depois do início da apresentação, o público parecia tão animado como se tivesse acabado de chegar.
Mais uma vez, em mais de 40 anos de carreira, a banda se prova uma força natural do rock, embora não seja tão condecorada atualmente quanto alguns de seus contemporâneos. São nos vocais poderosos e nos instrumentais que ressoam na sua cabeça até horas depois do show, que o quarteto mostra que o rock do Living Colour vive na intensidade, rebeldia, verdade e legado.
Setlist do Living Colour em São Paulo
- Leave It Alone
- Middle Man
- Memories Can’t Wait (cover do Talking Heads)
- Go Away
- Ignorance Is Bliss
- Funny Vibe
- Bi
- Hallelujah (cover de Leonard Cohen)
- Open Letter (to a Landlord)
- Solo de bateria (com trecho de “Baianá”, do Barbatuques)
- This is the Life
- Pride
- White Lines (Don’t Don’t Do It) / Apache / The Message
- Glamour Boys
- Love Rears It’s Ugly Head
- Type
- Time’s Up
- Cult of Personality
- Solace of You


