Oscar: entenda o crescimento do cinema internacional na maior premiação do cinema

Organizado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o Oscar é a premiação mais aguardada do ano no universo do cinema, reconhecendo as maiores conquistas da indústria mundial. A premiação é amplamente conhecida como o prêmio mais prestigiado e cobiçado pelos cineastas e artistas de todo o mundo.

Durante grande parte de sua história, o Oscar foi dominado por produções de Hollywood e por filmes falados em inglês. A premiação nasceu dentro da indústria norte-americana e, por décadas, refletiu principalmente o cinema produzido nos Estados Unidos.

Entenda a história da presença do cinema internacional no Oscar!

Nos primeiros vinte anos do Oscar, apenas três filmes estrangeiros (todos europeus) receberam indicações. O francês “La Grande Illusion” (1938) concorreu ao prêmio de Melhor Filme — então chamado de “Outstanding Production”; o suíço “Marie-Louise” (1944) conquistou o Oscar de Melhor Roteiro; e o francês “À nous la liberté” (1932) foi indicado na categoria de Direção de Arte.

O reconhecimento formal veio apenas em 1956, quando foi criada a categoria competitiva de Melhor Filme em Língua Estrangeira — hoje chamada de Melhor Filme Internacional — dedicada a produções feitas fora dos Estados Unidos e com predominância de diálogos em outro idioma.

Nos últimos anos, o crescimento da presença de filmes internacionais no Oscar também passou a ser interpretado como parte de um processo de transformação mais amplo dentro da própria Academia. Esse processo ganhou força a partir de 2015, quando a hashtag #OscarsSoWhite viralizou nas redes sociais após o anúncio das indicações ao prêmio, evidenciando a falta de diversidade entre os indicados.

Essa abertura ajudou a modificar gradualmente o perfil da instituição — e também o alcance do próprio Oscar. De acordo com números de 2024, 20% da Academia é composta por indivíduos de fora dos Estados Unidos. Com um corpo de votantes mais internacional e diverso, filmes produzidos fora dos Estados Unidos passaram a ganhar mais visibilidade nas indicações e premiações.

Esse cenário começou a mudar de forma mais clara no século XXI, culminando em um momento histórico em 2020. O diretor sul-coreano Bong Joon-ho, ao comentar a natureza do Oscar em 2019, chegou a afirmar que a premiação era “muito local”.

No mesmo ano, o filme do diretor, “Parasita”, venceu quatro estatuetas, incluindo Melhor Filme, tornando-se o primeiro longa majoritariamente em língua não inglesa a conquistar o principal prêmio da Academia.

Em 2026, dois filmes internacionais figuram na principal categoria da premiação: “O Agente Secreto” (Brasil) e “Valor Sentimental” (Noruega).

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