Organizado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o Oscar é a premiação mais aguardada do ano no universo do cinema, reconhecendo as maiores conquistas da indústria mundial. A premiação é amplamente conhecida como o prêmio mais prestigiado e cobiçado pelos cineastas e artistas de todo o mundo.
E, embora o Oscar seja uma das maiores celebrações do cinema mundial, ele também reflete um longo histórico de desafios enfrentados pelas mulheres na indústria. Desde a escassez de indicações nas categorias principais até a luta constante por oportunidades iguais, as mulheres tiveram que batalhar para conquistar seu espaço na premiação.
Para contextualização: levaram 81 anos para que uma mulher fosse premiada na categoria de Melhor Direção no Oscar. Em 2010, Barbra Streisand subiu no palco para apresentar a categoria e, ao ler o envelope, disse: “Bem, chegou a hora”.
Streisand entregou a estatueta para Kathryn Bigelow, pelo filme “Guerra ao Terror”, que explora a guerra no Iraque em uma narrativa intensa e impactante.
O feito só foi repetido novamente 11 anos depois, em 2021, com Chloé Zhao, por “Nomadland”. Ela foi a segunda mulher a conquistar o prêmio e também fez história, subsequentemente, por ser a primeira mulher de origem asiática a ganhar. Atualmente, Zhao promove seu mais novo e aclamado longa (indicado a oito Oscars, incluindo de direção), “Hamnet”. O Oscar 2026 acontece no dia 15 de março.
Felizmente, não demorou mais de uma década para outra mulher vencer o Oscar na categoria. Jane Campion venceu em 2022 por “Ataque dos Cães”. Ressalta-se que ela foi a primeira mulher a receber a Palma de Ouro no Festival de Cannes por “O Piano” (1993).


