Bryan Adams revisita décadas de sucessos em show vibrante em São Paulo

Como parte da turnê "Roll With the Punches", cantor realizou apresentação esgotada na Vibra São Paulo no último sábado (7)

Bryan Adams iniciou sua trajetória musical nos anos 1970. No entanto, foi em 1984 que conquistou o mundo com o lançamento de seu quarto álbum de estúdio, “Reckless”.
A partir daí, o artista virou um fenômeno: estima-se que ele já tenha vendido mais de 100 milhões de discos e singles mundialmente. No Brasil, era presença carimbada nas novelas e nas rádios, legado que continua forte no país.

Mesmo com uma carreira consolidada, o músico de 66 anos optou por manter-se criativamente ativo. Paralelamente ao trabalho como fotógrafo, o canadense segue investindo em novas produções musicais, que já renderam, ao todo, uma discografia com 16 álbuns de estúdio. Só neste ano, disponibilizou um EP para trilha sonora da animação “Charlie, o Cão Maravilha” e sugeriu planejar seu próximo disco.

E é exatamente com essa bagagem, que olha para o presente e celebra o passado, que Bryan subiu ao palco da Vibra São Paulo, na capital paulista, neste sábado (7), como parte da “Roll with the Punches Tour”. Com ingressos esgotados, o artista cantou para uma plateia que parecia entender a sua história e sentir uma profunda conexão com seu trabalho.

Ao todo, a apresentação durou cerca de 2h15 e contou com 30 canções no repertório, por vezes acústico. Apenas a presença de Adams com um violão era, por si só, magnética e capaz de evocar muitas memórias nostálgicas no público. Não só, mas sua potência vocal, energia jovial, carisma e habilidades como multi-instrumentista, tocando ainda guitarra, baixo e gaita, ficaram evidentes em toda a performance.

Como foi o show?

Às 21h50, as luzes da Vibra São Paulo desligaram, aumentando as expectativas do público. Animações divertidas envolvendo o mais recente disco “Roll With the Punches” (2025) passaram nos telões, enquanto que uma versão encurtada da seguinte sequência tocou nas caixas de som: “Whole Lotta Shakin’ Going On”, de Jerry Lee Lewis; “Tutti Frutti”, de Little Richards; “Johnny B. Goode”, de Chuck Berry; “Good Rockin’ Tonight”, de Elvis Presley e “Rock This Town”, do Stray Cats.

Então, sob holofotes e muitos gritos, Bryan Adams simplesmente apareceu em meio ao público para executar as três primeiras canções: “Can’t Stop This Thing We Started”, “Straight From the Heart” e “Let’s Make a Night to Remember”. Diante do título da última canção, o astro logo prometeu “uma noite para lembrar” aos paulistanos. E, claro, cumpriu com a promessa.

 

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Em seguida, o artista, cumprimentando quem estava na grade, dirigiu-se ao palco principal, no qual estava sua competente banda formada por Luke Doucet (guitarra; substituindo Keith Scott), Pat Steward (bateria) e Gary Breit (teclado). Inclusive, por vários momentos da performance, a estrela fez questão de exaltar o talento dos companheiros.

Ainda no começo do espetáculo, vieram os clássicos “Run To You” e “Somebody”, em que o canadense colocou todo mundo para cantar e dançar. “Meu nome é Bryan. Antes no Brasil, pronunciavam meu nome e sobrenome como se fosse uma palavra só. Eu estou muito feliz de estar de volta ao Brasil, de estar de volta em São Paulo”, disse em tom brincalhão antes de emendar “18 til I Die”.

E tal clima perdurou em todo o show. Além de mandar beijos, fazer corações e entregar palhetas e sorrisos aos fãs, o cantor arriscou-se no português, falando as seguintes palavras no idioma: “obrigado”, “magnífico”, “luzes”, “bumbum”, “louco”, “compreende” e “tudo bem”.

Ainda, fez outras piadas e arrancou risadas dos presentes. Seja brincando com Steward para que não arruinasse o solo de bateria de “Make Up Your Mind” ou pedindo para que o público apelidado de “beautiful people” não risse de seu “cabelo esquisito” do clipe de “This Time”, Adams também deu um show de bom humor.

O repertório incluiu outros hits como “Heaven” (em um novo arranjo), “It’s Only Love” (no qual mencionou Tina Turner), “Please Forgive Me”, “Have You Ever Really Loved a Woman?” (mudando o refrão final para “have you ever really loved a brasileira?”), “(Everything I Do) I Do It for You” e “Summer of ’69”. Um dos maiores destaques da noite esteve em “You Belong to Me”, durante a qual pediu para que os fãs dançassem e, especificamente os homens, tirassem as camisetas, enquanto um câmera man transmitia tudo num grande telão ao fundo.

 

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Em meio aos sucessos, sobrou espaço para canções do mais recente disco “Roll With The Punches”. A faixa título, com uma luva de luta inflável sobrevoando a plateia, a mencionada “Make Up Your Mind” e “Will We Ever Be Friends Again”, apesar de lançadas há pouco tempo, foram bem recebidas e empolgaram. O mesmo vale para “So Happy It Hurts”, do penúltimo disco, que também contou com um carro inflável no teto.

Para além de um setlist equilibrado e bem pensado, o artista trouxe um toque mágico à performance ao disponibilizar pulseiras luminosas para todos os fãs, que mudaram de cor conforme as músicas. Em “The Only Thing That Looks Good on Me Is You”, por exemplo, os acessórios formaram praticamente um arco-íris, dando ainda mais vida ao espaço.

 

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Sendo assim, Bryan entregou um espetáculo completo. Por mais que tenha tocado em um local cujo tamanho não faz jus às suas tantas décadas de carreira, o artista tornou o momento grandioso com um repertório marcante, forte presença de palco e carinho genuíno pelo público brasileiro.

 

 

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