A seleção do Irã não jogará a Copa do Mundo de 2026, segundo o ministro do Esporte do país. Ahmad Donyamali afirmou, nesta quarta-feira (11), que a morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, em ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel, e outras ações do governo americano contra o Irã inviabilizam a participação no maior evento esportivo do mundo.
“Considerando que esse regime corrupto (dos Estados Unidos) assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância podemos participar da Copa do Mundo”, disse o ministro à TV estatal. Os Estados Unidos dividem a sede do próximo Mundial, de 11 de junho a 19 de julho, com Canadá e México e receberão a maior parte dos jogos.
“Dadas as ações maliciosas que eles realizaram contra o Irã, eles nos forçaram a duas guerras em oito ou nove meses e mataram e martirizaram milhares de nosso povo. Portanto, certamente não podemos ter tal presença”, prosseguiu Ahmad Donyamali.
As declarações vêm horas após um encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, para discutir os preparativos para a Copa. Em uma nota, Infantino afirmou que “o presidente Trump reiterou que a seleção iraniana é, obviamente, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos”.
“Todos nós precisamos de um evento como a Copa do Mundo da FIFA para unir as pessoas agora mais do que nunca, e agradeço sinceramente ao Presidente dos Estados Unidos por seu apoio, pois isso demonstra mais uma vez que o futebol une o mundo”, completou o dirigente.
FIFA President Gianni Infantino:
“This evening, I met with the President of the 🇺🇸 United States, Donald J. Trump to discuss the status of preparations for the upcoming FIFA World Cup, and the growing excitement as we are set to kick off in just 93 days.
“We also spoke about…
— FIFA Media (@fifamedia) March 11, 2026
Gianni Infantino e Donald Trump são aliados antigos. O cartola suíço, porém, passou a demonstrar preocupação com a situação da seleção iraniana em meio aos atritos entre Estados Unidos e Irã, que desbancaram para um novo conflito armado. Em dezembro do ano passado, Infantino criou o “Prêmio da Paz da Fifa — O Futebol une o mundo” para dar a Trump, que, na verdade, almejava o Prêmio Nobel da Paz.
A Federação Iraniana de Futebol, a quem cabe a decisão formal de retirada ou não do torneio, ainda não se manifestou. A desistência até um mês antes do evento colocaria a federação na mira do comitê disciplinar da FIFA, que pode aplicar uma multa de pelo menos 250 mil francos suíços (R$ 1,6 milhão).
O Irã está no Grupo G da Copa, junto de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. A seleção conseguiu a classificação ao liderar o Grupo A das Eliminatórias da Ásia. Em 10 jogos, foram sete vitórias, dois empates e apenas uma derrota, além de 19 gols marcados e oito sofridos.
O Irã tem estreia prevista contra a Nova Zelândia em 15 de junho em Los Angeles, nos Estados Unidos. Na sequência, encara a Bélgica no mesmo local, em 21 de junho, e depois viaja a Seattle, também em solo americano, para enfrentar o Egito no dia 26.
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