Desde o fim da “Attention Tour” em 2022, Miley Cyrus está longe da estrada. Atualmente, a cantora, que lançou há pouco tempo o disco “Something Beautiful” (2025), realiza apenas apresentações pontuais.
Isso porque a estrela já deixou claro que não está confortável com a ideia de longas turnês, tanto por questões de saúde, quanto por uma visão artística. Sendo assim, ela voltou a descartar a possibilidade em nova entrevista à Variety.
Cyrus chegou a confessar que sente falta dos shows. Porém, não quer retomar o ritmo anterior:
“Na verdade, sinto falta e amo os shows ao vivo. Mas estar na estrada por seis meses do ano, deixando minha família, minha normalidade e minha rotina, simplesmente não é o melhor para mim.”
De qualquer maneira, a cantora cogita subir ao palco de eventos grandiosos, como o Super Bowl. Há, contudo, uma condição:
“Eu sempre acho que o Super Bowl me pressiona demais. São milhões de pessoas, e é o evento mais assistido do mundo‘. Mas se eu conseguisse encontrar uma maneira de fazer exatamente o que foi o ‘Hannah-versário’ — uma jornada pela discografia, apreciando cada música, cada era, pelo que ela é — acho que conseguiria fazer isso.”
Por que Miley Cyrus não quer realizar turnês?
Em outubro do ano passado, conversando com a edição francesa da Vogue, a artista relembrou a apresentação intimista realizada em junho, no Maxim’s, restaurante histórico em Paris, na França, onde cantou para fãs selecionados em comemoração ao Spotify’s Billions Club Live. Segundo a estrela, a performance mostrou o caminho que quer seguir: shows somente em locais significativos e pequenos.
“Por um lado, não gosto de ficar longe de casa por muito tempo. Por outro, as infraestruturas e os formatos atuais não são adaptados à sensibilidade dos artistas. Quando me apresentei no Maxim’s, durante minha passagem por Paris em junho passado, o que eu desejava para o futuro se impôs a mim: cantar em lugares magníficos que eu tenha vontade de conhecer, que ofereçam ao público não apenas um espetáculo, mas também um contexto repleto de história e beleza. É muito difícil recriar, em estádios lotados, a emoção dessas salas tão íntimas. Fazer o show é bom, mas eu também quero saborear o momento! Nesse sentido, o local é essencial”, explicou.
Razões envolvendo a saúde física e mental também colaboram para a decisão de Cyrus. Ao Good Morning America, a artista trouxe o tema:
“Eu tenho as habilidades físicas e a capacidade de entrar em uma turnê. Eu gostaria de ter vontade de fazer, mas não tenho. Não acho que haja uma infraestrutura de apoio para artistas [nessa situação]. É muito difícil manter a sobriedade quando você está em turnê, o que é um pilar de estabilidade muito importante na minha vida. É muito difícil manter a saúde mental. Há milhares de pessoas gritando para você, há dopamina, você sente muito amor e, no final do show, você se sente derrubada. Você começa a pensar que ter apenas uma pessoa te amando não é suficiente. É preciso ter 10 mil, 80 mil.”
Ainda, um problema nas cordas vocais influencia a escolha da cantora, que revelou ao radialista Zane Lowe:
“Não é que eu não queira [voltar a fazer turnês]. Toda semana penso em conceitos de turnê, mas não posso arriscar danificar minha voz. Tenho um problema nas cordas vocais. Minhas músicas são intensas — não escrevo canções leves e não faço playback.”


