Lollapalooza Brasil 2026: veja os destaques do primeiro dia de festival

Evento começou nesta sexta-feira (20), no Autódromo de Interlagos, em São Paulo

Créditos: Moriva/Lollapalooza Brasil 

O Lollapalooza Brasil 2026 começou. Nesta sexta-feira (20), aconteceu no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, o primeiro dia de festival. Sabrina Carpenter, Doechii e Deftones estavam escalados como headliners.

Veja os principais destaques abaixo:

*Por Flavia Paiva e Maria Eloisa Barbosa 

Negra Li

Negra Li levou ao palco do Lollapalooza Brasil 2026 uma performance potente, marcada por presença, discurso e posicionamento. Ao longo do show, a artista trouxe críticas sociais em suas falas e músicas, reforçando sua trajetória no rap nacional e a força de sua voz dentro da cena.

Em um dos momentos mais especiais, Negra Li chamou seus filhos ao palco, criando uma cena emocionante e íntima com o público. A apresentação também contou com uma homenagem à icônica Elza Soares, além de um tributo a grandes nomes do rap, como Lauryn Hill, Tupac e Queen Latifah, com uma montagem exibida no telão entre a transição de uma música e outra, celebrando a história e a influência desses artistas.

Scalene

Após finalizar a turnê em celebração ao álbum “Éter” (2015) no fim do ano passado, o Scalene chegou celebrando uma nova fase no Lollapalooza Brasil 2026. Em sua terceira passagem pelo festival, a banda formada por  Gustavo Bertoni (voz e guitarra), Tomás Bertoni (guitarra e teclado) e Lukão (baixo), apostou, sobretudo, em canções consolidadas, como “Surreal”, que teve verso alterado para “nossas mãos”, e “Entrelaços”, além da novidade “Peguei Ar”.

Rolou também um solo de bateria de Maick Souza e surpresas na faixa “Discórdia”, com o vocalista se jogando na plateia e com o cinegrafista Matthew Magrath subindo no palco, mencionando a generosidade dos músicos. Gustavo, que vestia uma camiseta do Deftones, fez questão de pronunciar agradecimentos à plateia por mais de uma vez: “Que prazer estar aqui pela terceira vez. Que privilégio. Que belo dia, viva a arte e a cultura”, disse.

Ruel

Ruel tornou-se um dos cantores britânicos de maior ascensão nos últimos tempos. Ao longo de sua apresentação no Lollapalooza, o artista, que já veio ao Brasil anteriormente, demonstrou muita sintonia com o país, usando uma camisa da seleção brasileira e até pegando uma vuvuzela e um pandeiro temáticos.

O astro prometeu músicas românticas no repertório e cumpriu com a promessa. Entre os destaques, estiveram faixas como “I Don’t Wanna Be Like You” e “Don’t Say That”, tocada pela primeira vez desde que saiu oficialmente na última quinta-feira (19). Devido ao fato, fãs levaram plaquinhas celebrando o single, que emocionaram o artista: “Vocês são meus maiores divulgadores”, brincou.

Ao final, Ruel desceu do palco para entoar um de seus maiores hits, “Growing Up Is”, no meio da galera, e ainda arriscou uma versão acústica de “Girls Just Want To Have Fun”, clássico de Cyndi Lauper.

Interpol

O Interpol sempre apresentou um show singular e no Lollapalooza não foi diferente. Com os telões em preto e branco, Paul Banks (vocal/guitarra), Daniel Kessler (guitarra) e Urian Hackney (bateria; substituindo Sam Fogarino) entregaram um show caracteristicamente misterioso, que agradou os fãs presentes.

Sobretudo, a performance contou com muitas luzes vermelhas e fumaça, responsáveis pela ambientação. Paul, que usava os característicos óculos escuros, manteve a postura enigmática e magnética, mas trouxe carisma ao falar palavras em português como “obrigado”, “boa noite” e “tchau”. “Foi maravilhoso, amamos estar aqui”, pronunciou à plateia.

Canções como “Evil”, “Obstacle 1” , “Slow Hands” e “Rest My Chemistry” integraram o repertório.

Doechii

Doechii se apresentou no palco Budweiser com um show potente e cheio de personalidade. A artista entregou uma performance completa, marcada por figurinos impactantes, cenografia bem construída e muita coreografia, demonstrando total domínio de palco e envolvendo o público do início ao fim.

No repertório, a estrela trouxe hits como “Denial Is a River” e “Anxiety”, que foram acompanhados com entusiasmo pela plateia. Um dos momentos mais marcantes foi quando ela inseriu “Somebody That I Used to Know”, de Gotye, no meio de “Anxiety”, criando um momento nostálgico e surpreendente.

Deftones

Não é exagero dizer que o show do Deftones era um dos mais aguardados do Lollapalooza Brasil 2026: a banda não vinha ao Brasil há mais de uma década. Mais especificamente, desde 2015.

Contudo, a apresentação no festival, realizada nesta sexta-feira (20), no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, compensou a espera.

Divulgando o álbum mais recente “Private Music” (2025), os músicos entregaram um show enérgico, etéreo e, graças às inúmeras luzes de led e ao telão cheio de efeitos psicódelicos, potente visualmente. Não à toa, toda a região do Palco Samsung Galaxy estava lotada, inclusive, por muitos jovens que provavelmente conheceram o grupo por meio do TikTok, onde ganharam popularidade. Leia a cobertura completa clicando aqui.

Sabrina Carpenter 

Sabrina Carpenter trouxe ao palco do Lollapalooza as canções de seus álbuns mais recentes, “Short n’ Sweet” (2024) e “Man’s Best Friend” (2025).

O show foi um verdadeiro espetáculo digno de diva pop. Com grandes cenários, troca de figurinos e a presença de dançarinos talentosos, a artista trouxe à vida uma performance teatral e divertida. A estética vintage e o humor irônico de Sabrina também marcaram presença, com toques de nostalgia que conquistaram todos os presentes. Veja a cobertura completa clicando aqui.

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