O terceiro e último dia da 13ª edição do Lollapalooza Brasil 2026 deu vida e movimento ao Autódromo de Interlagos neste domingo (22). De volta ao Brasil após o Primavera Sound 2022, a neozelandesa Lorde foi a última e principal atração do Palco Samsung Galaxy.
Por volta das 20h15, a plateia veio à loucura quando feixes de luz começaram a surgir sobre o palco, ainda vazio. Retrofuturista, Lorde apareceu com óculos incandescentes, jeans e uma camisa púrpura rasgada, abrindo o show com “Hammer”. O sucesso de seu último álbum, “Virgin” (2025), foi emendado com uma versão encurtada do fenômeno “Royals”. A canção, primeiro single da artista, lançado em 2013, soma atualmente mais de 1,4 bilhão de reproduções no Spotify, arrancando um grande coro dos fãs.
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Em seguida, ao apresentar “Broken Glass”, a cantora começou a desmontar seu figurino, atirando o cinto à plateia, em referência à capa de seu disco mais recente, que traz a ilustração de uma radiografia pélvica com um cinto, um zíper e um dispositivo intrauterino (DIU) aparentes. Ao cantar “Buzzcut Season”, ela retornou à era do álbum “Pure Heroine” (2013), lançado quando ainda tinha apenas 16 anos, avançando novamente para a fase “Virgin” com “Favorite Daughter”, na qual performou ao lado de um ventilador para as câmeras. Levando o público a “Perfect Places” com um momento eletrizante, Lorde revisitou também o álbum “Melodrama” (2017), um dos favoritos dos fãs.
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A sequência continuou com as recentes “Shapeshifter” e “Current Affairs”. A primeira explorou a identidade psicodélica e a estética de raio-x nos telões, enquanto a segunda trouxe uma performance ousada, na qual a cantora tirou o jeans, ficando apenas com um shortinho.
Lorde seguiu com uma série intensa de faixas de “Melodrama”. Ela começou a cantar “Supercut” deitada no chão, terminando no lugar de um dos bailarinos em uma esteira, embalando ainda “The Louvre”, na qual subiu sobre o set de som. Após uma sequência de batidas de leque e um coro de “Lorde, eu te amo” vindo da multidão, a cantora de 29 anos vestiu suas calças, emocionou-se e fez uma reflexão sobre sua trajetória e o momento de união e carinho dos fãs, convidando-os a chorar junto a ela ao som de “Liability”. O momento rendeu um coro visceral enquanto flashes de celulares iluminavam os arredores do palco.
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Na sequência, em meio aos flashes, a artista tirou a camisa e ficou com os seios cobertos por fitas, como no clipe de “Man of The Year”, para cantar sentada no palco enquanto os telões se apagavam e reacendiam, seguindo com “If She Could See Me Now”.
Depois, vestiu uma regata branca e começou a entoar o sucesso “Team”, retornando ao indie pop que marcou sua estreia, em contraste com “What Was That”, que trouxe de volta a psicodelia aos telões. Mantendo a animação das duas anteriores, ninguém ficou parado quando o quase clássico das pistas “Green Light”, faixa de abertura e lead single do “Melodrama”, foi relembrado.
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Logo depois, Lorde trocou de figurino novamente, trajando uma roupa fluorescente prateada e caminhando pela grade enquanto cantava “David”, uma das preferidas dos fãs de “Virgin”. Encerrando com chave de ouro e mantendo a alternância de eras, ela voltou ao álbum de estreia ao ressuscitar o clássico “Ribs”, surgindo de surpresa no meio da plateia e interagindo com os feixes de luz que iluminavam o palco.
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Entregando uma performance visceral que percorreu quase todas as suas fases, com exceção do LP “Solar Power” (2021), a neozelandesa entregou um show com praticamente a mesma setlist das apresentações realizadas nesta semana na América Latina, como nas edições argentina (com exceção de “If She Could See Me Now”) e chilena do Lollapalooza, além dos festivais Asunciónico e Estéreo Picnic, respectivamente no Paraguai e na Colômbia.


