Cinquenta anos após o lançamento de seu primeiro álbum, “A Voz, o Violão, a Música de Djavan“ (1976), Djavan segue no palco com a mesma presença magnética que marcou o início de sua trajetória. Aos 77 anos, o alagoano abriu, em São Paulo, a turnê “Djavanear 50 anos. Só sucessos”, demonstrando vigor, carisma e uma conexão rara com o público.
A nova série de apresentações passará por 27 datas, em 12 cidades brasileiras, além de uma extensa agenda internacional, com shows em Barcelona, Lisboa, Luxemburgo, Londres, Paris, Zurique, Berlim, Utrecht, Montevidéu, Buenos Aires, Santiago e Hamburgo.
A estreia da turnê aconteceu nesta sexta-feira, 8 de maio, no Nubank Parque — antigo Allianz Parque — e ganhou uma segunda data no dia seguinte. A Alpha FM, parceira da turnê em São Paulo, acompanhou a primeira apresentação e conta os destaques da noite.
Tudo sobre o primeiro show da turnê “Djavanear 50 anos. Só sucessos”
Com ingressos esgotados e cerca de 45 mil pessoas presentes, segundo a organização, o show reuniu diferentes gerações: de pré-adolescentes acompanhados pelos pais a idosos. O cantor subiu ao palco com cerca de 15 minutos de atraso e foi recebido sob fogos e aplausos intensos ao som de “Sina”, faixa que imediatamente estabeleceu o tom da celebração.
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O repertório percorreu clássicos que ultrapassaram a própria discografia do artista e se tornaram parte da história da música brasileira. Na sequência de abertura, Djavan emendou sucessos como “Eu Te Devoro”, lançada no álbum “Bicho Solto – O XIII“ (1998), reforçando a força de um catálogo que atravessa décadas.
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O palco foi construído a partir de cinco grandes painéis de LED, além dos tradicionais telões laterais. As projeções alternavam entre fotografias, vídeos artísticos, colagens, pinturas e elementos gráficos que dialogavam com cada canção. Durante “Linha do Equador”, por exemplo, os telões exibiram imagens inspiradas em azulejos, criando uma atmosfera visual criativa.
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Entre passos de dança e uma evidente intimidade com o palco, Djavan também dividiu os holofotes com uma banda precisa e talentosa. O grupo, formado por guitarras, baixo, dois pianistas, saxofones, trombones e backing vocals, trouxe novas camadas para os arranjos clássicos, sem perder a essência das versões originais.
Transitanto entre momentos mais introspectivos e faixas mais vibrantes, o cantor manteve o público envolvido durante toda a apresentação. Entre músicas como “Oceano”, “Flor de Lis” e “Se…”, Djavan ainda dedicou “O Vento” à amiga Gal Costa, arrancando uma das reações mais emocionadas da noite.
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A vigésima quarta música do setlist, “Lilás”, parecia encerrar o espetáculo. A faixa-título do álbum lançado em 1984 veio acompanhada por uma explosão de confetes coloridos sobre a plateia.
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Mas, diante do coro de “Eu não vou embora” e de um mar de lanternas acesas pelos celulares, Djavan retornou ao palco usando uma nova camisa para interpretar “Um Amor Puro”. A canção emocionou o estádio e antecedeu uma reprise de “Sina”, que encerrou o primeiro show da turnê “Djavanear” após cerca de 2h20 de apresentação.
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Confira a setlist de “Djavanear 50 anos. Só sucessos”
- Sina
- Eu te devoro
- Boa noite
- Cigano
- Um Dia Frio
- Miragem
- Linha do Equador
- Outono
- Um brinde
- Bem-Querer
- Oceano
- Lambada de Serpente
- Mal de mim
- Azul
- Açaí
- O vento
- Se…
- Me leve
- Pétala
- Cerrado / Fato Consumado / Flor de Lis
- Asa
- Seduzir
- Samurai
- Lilás
(BIS)
- Amor Puro
- Sina


