O Red Hot Chili Peppers fez um acordo bilionário ao vender o catálogo musical da banda. Segundo o The Hollywood Reporter, a aquisição, realizada pela Warner Music Group, saiu pelo valor de US$ 300 milhões, cerca de R$ 1,4 bilhão, na cotação atual. A notícia chegou na última sexta-feira (8).
Especula-se que o material a ser comercializado gere cerca de US$ 26 milhões (R$ 149 milhões) por ano para os artistas.
Os direitos da discografia dos músicos estavam à venda desde fevereiro de 2025, quando a Billboard divulgou o interesse do grupo na transação, que até então estava avaliada em cerca de US$ 350 milhões (R$ 1,7 bilhão).
À época, estariam sendo negociadas todas as produções da banda desde o álbum “Blood Sugar Sex Magik”, 1991. Isso porque não se sabe se os músicos têm os direitos de seus quatro primeiros discos, lançados pela gravadora EMI.
Ainda de acordo com o veículo americano, a principal interessada na transação era, justamente, a Warner Music Group. Os donos de “Californication” trabalham em parceria com a empresa desde os anos 90, quando deixaram a EMI.
Esta não é a primeira vez que o RHCP vende uma parte de seu catálogo. Em 2021, a banda cedeu parte dos direitos de publicação de suas músicas para a Hipnosis Songs por US$ 140 milhões (R$ 790 milhões).
Outros artistas que venderam seu catálogo de músicas
Se engana quem pensa que o Red Hot Chili Peppers é a única banda a comercializar sua discografia.
Na verdade, diversos astros já colocaram seu catálogo à venda. Por exemplo, em junho do último ano, o Queen embolsou quase R$ 7 bilhões ao passar os direitos de suas canções para a Sony. Nesse acordo, ficou definido que apenas os direitos das apresentações ao vivo não entrarão à venda.
Aliás, vale ressaltar que a Sony também detém outros catálogos, incluindo de nomes como Bruce Springsteen (US$ 500 milhões) e Bob Dylan (cerca de US$ 400 milhões), conforme relembrou o site Rolling Stone Brasil.
Até Michael Jackson já teve parte de seu catálogo vendido. No último mês de agosto, em 2024, um tribunal da Califórnia decidiu que a venda de metade do catálogo musical do Rei do Pop para a Sony Music. Sobretudo, o acordo, avaliado em US$ 600 milhões, recebeu aprovação apesar das objeções levantadas por Katherine Jackson, mãe do cantor.
O negócio envolve a venda de 50% dos ativos do astro, incluindo os direitos de publicação. Segundo os detalhes revelados (via Rolling Stone), o contrato permite que o espólio mantenha o controle sobre a música de Michael, ao mesmo tempo em que diversifica seus ativos financeiros.


