Agora, o R.E.M. é dono de uma música com 2 bilhões de reproduções no Spotify. Recentemente, “Losing My Religion” atingiu o marco, representando a primeira e única canção da banda a deter esse número de plays no streaming em questão.
A faixa foi lançada em fevereiro de 1991 como o primeiro single do sétimo álbum de estúdio da banda, “Out of Time”. Rapidamente, tornou-se uma das canções mais famosas do disco, alcançando a 4ª colocação na Billboard Hot 100 e 19º lugar na parada musical do Reino Unido. Ainda, venceu dois Grammys no ano seguinte ao lançamento, além de ganhar o MTV de “Vídeo do Ano”.
Sobre “Losing My Religion” ter sido a primeira prévia do LP “Out Of Time”, o ex-vocalista Michael Stipe revelou que a ideia era apenas “preparar o terreno para a próxima canção”. “É uma música tão estranha, não tínhamos ideia de que teria a repercussão que teve“, disse ele em entrevista ao veículo Broken Record.
A inspiração da composição veio pela vontade de mostrar o ponto de vista de uma pessoa tímida e reclusa, que não tem coragem de chegar na pessoa amada.
“Ele fica tipo num canto da pista de dança, observando todo mundo dançar e vendo o amor da vida dele dançando com todo mundo. Ou então, ele fica na cozinha, atrás da geladeira”, explicou.
Curiosamente, um trecho da letra foi alterado na produção final de “Losing My Religion”: “Mudei ‘cozinha’ para ‘holofote’ e, instantaneamente, é claro, a música passou a ser sobre mim, o que nunca foi.”
No YouTube, o videoclipe oficial da faixa já ultrapassou a marca de 1 bilhão de reproduções. Relembre abaixo:
Michael Stipe traz atualizações de álbum solo: “está levando mais tempo do que eu queria”
Há anos, Michael Stipe, ex-vocalista do R.E.M., trabalha em um álbum solo. No entanto, o projeto passou por percalços e, até hoje, ainda não há previsão de lançamento. No entanto, em entrevista à Stephen Colbert, o astro revelou que o disco deve sair ainda em 2026.
“Meu álbum vai ser lançado no final do ano e isso é uma informação exclusiva”, afirmou. “Ninguém sabe disso ainda. Então, estou anunciando agora.”
No bate-papo, ele ainda contou que está compondo a última música para a coletânea.
Sobre o projeto, tudo começou em 2022, quando o cantor revelou à Departure que colaborava “com vários músicos diferentes” e que, como não tinha contrato firmado com uma gravadora, poderia “fazer exatamente o que quiser”. “Haverá uma representação visual para cada uma das músicas”, adiantou.


