45 anos após o surgimento do Barão Vermelho, banda que revelou Cazuza e ajudou a redefinir os rumos do rock brasileiro nos anos 1980, Roberto Frejat, Guto Goffi, Maurício Barros e Dé Palmeira voltaram a dividir o palco na turnê “Barão Vermelho Encontro – Pro Mundo Inteiro Acordar”.
Realizado no recém-batizado Nubank Parque — antigo Allianz Parque —, o show apostou menos em grandes efeitos e mais na força de um repertório que atravessa gerações. A apresentação também contou com a participação especial de Ney Matogrosso, convidado das datas em São Paulo e no Rio de Janeiro. Saiba tudo sobre o primeiro show da turnê “Barão Vermelho Encontro – Pro Mundo Inteiro Acordar”!
Tudo sobre o show do Barão Vermelho em São Paulo
Embora o estádio não estivesse completamente lotado, a atmosfera construída pela banda e pelo público transformou a noite em uma celebração afetiva. Pouco antes do início do show, os telões exibiam imagens históricas e momentos marcantes da história do Brasil.
O palco ocupava toda boa parte da largura da arena. Um extenso painel de LED cobria praticamente toda a parte traseira da estrutura, funcionando como principal elemento cenográfico da apresentação. Ao longo do espetáculo, as projeções alternaram fotografias de arquivo, imagens da juventude dos integrantes e conteúdos visuais que acompanhavam as diferentes fases da carreira da banda.
A abertura ficou por conta de “Maior Abandonado”, imediatamente recebida em coro pela plateia. Na sequência, vieram faixas como “Pedra, Flor e Espinho”, “Pense e Dance”, “Política Voz” e “Tão Longe de Tudo”.
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Além dos integrantes originais, a banda contou com uma sólida formação de apoio, incluindo instrumentos de sopro e backing vocal. Entre os músicos estava Rafael Frejat, filho do frontman Roberto Frejat.
Mesmo mantendo a essência de uma banda tradicionalmente ligada ao rock de guitarras, o Barão também incorporou elementos contemporâneos aos arranjos. Sintetizadores e bateria eletrônica apareceram em alguns momentos do show, ainda que uma breve falha técnica envolvendo os recursos eletrônicos tenha sido rapidamente contornada sem comprometer o andamento da apresentação.
Durante a noite, Frejat também encontrou espaço para homenagens. Em uma delas, enviou um cumprimento ao músico Oswaldo Vecchione, fundador da banda Made in Brazil, que estava presente no show. Mais adiante, o grupo dedicou uma emocionante versão de “Ovelha Negra” ao guitarrista Luiz Carlini, um dos grandes nomes do rock brasileiro e parceiro histórico da música eternizada por Rita Lee.
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Entre canções autorais e releituras, o repertório trouxe momentos de forte conexão com o público. Clássicos como “Bete Balanço”, “Ponto Fraco” e “Meus Bons Amigos” foram acompanhados em uníssono pela plateia.
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Em “Todo Amor Que Houver Nessa Vida”, imagens de Cazuza interpretando a canção surgiram nos telões, criando um dos momentos mais emocionantes da noite e aproximando passado e presente em um mesmo palco.
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Um dos pontos altos da noite aconteceu na metade do espetáculo, com a entrada de Ney Matogrosso. Recebido sob aplausos entusiasmados, o cantor foi apresentado pelo guitarrista Fernando Magalhães como “o maior de todos”.
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Ao lado da banda, Ney interpretou “Poema”, composição de Cazuza que permaneceu guardada por anos antes de ganhar sua voz e se transformar em um dos momentos mais emblemáticos de sua carreira. Na sequência, apresentou “Jardins da Babilônia”, eternizada por Rita Lee, e “Blues da Piedade”, em uma participação marcada pela intensidade cênica e pela forte resposta da plateia.
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O show caminhou para a reta final com canções como “Declare Guerra”, “Cuidado”, “Não Me Acabo” e uma versão de “Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto”, da Legião Urbana, antes de desembocar em “Puro Êxtase”.
No bis, a banda retornou ao palco para uma sequência de homenagens e celebrações. “Bilhetinho Azul”, “O Poeta Está Vivo” e “Ovelha Negra” prepararam o terreno para o reencontro final com Ney Matogrosso.
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Juntos, artista e banda encerraram a noite com “Por Que a Gente É Assim?” e “Pro Dia Nascer Feliz”, transformando o Allianz Parque em um grande coro coletivo.
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Sem recorrer a pirotecnias ou grandes excessos visuais, o Barão Vermelho apostou naquilo que sempre definiu sua identidade: canções marcantes, músicos experientes e uma evidente cumplicidade entre os integrantes. Mais do que um reencontro, a apresentação em São Paulo funcionou como uma celebração da permanência de um repertório que continua encontrando novos ouvintes enquanto emociona aqueles que o acompanham há décadas.
Confira a setlist do show
- Maior Abandonado
- Pedra, Flor e Espinho
- Pense e Dance
- Política Voz
- Tão Longe de Tudo
- Bete Balanço
- Ponto Fraco
- Meus Bons Amigos
- Tente Outra Vez (Raul Seixas)
- O Tempo Não Para
- Poema
- Jardins da Babilônia
- Blues da Piedade
- Down em Mim
- Todo Amor Que Houver Nessa Vida
- Codinome Beija-Flor
- Por Você
- Amor, Meu Grande Amor (Angela Ro Ro)
- Vem Quente Que Eu Estou Fervendo (Eduardo Araújo)
- Malandragem Dá um Tempo (Bezerra da Silva, com Maurício Barros nos vocais)
- Torre de Babel
- Declare Guerra
- Cuidado
- Não Me Acabo
- Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto (Legião Urbana)
- Puro Êxtase
Bis
- Bilhetinho Azul
- O Poeta Está Vivo
- Ovelha Negra (Rita Lee)
- O Poeta Está Vivo
- Por Que a Gente É Assim? (com Ney Matogrosso)
- Pro Dia Nascer Feliz (com Ney Matogrosso)


