“Backrooms: Um Não-Lugar”: a história bizarra por trás do novo terror da A24

Nesta quinta-feira (28), estreia nos cinemas brasileiros a mais nova aposta de terror da produtora independente A24, “Backrooms: Um Não-Lugar”, que marca a estreia diretorial do jovem Kane Parsons, de apenas 20 anos. O longa é protagonizado pela indicada ao Oscar Renate Reinsve (“Valor Sentimental”), Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”) e Lukita Maxwell (“Falando a Real”). 

“Backrooms: Um Não-Lugar” é um filme baseado no fenômeno viral da internet sobre os misteriosos “Backrooms”. A trama acompanha Clark (Ejiofor), um vendedor de móveis que encontra um espaço estranho e labiríntico escondido no porão de sua loja. Porém, quando Clark desaparece, sua terapeuta, Dra. Mary Kline (Reinsve) entra no labirinto em busca de respostas — e acaba presa nesse ambiente tão enigmático quanto perturbador.

Mas você sabia que esse “fenômeno viral da internet” surgiu em um fórum obscuro e, com o tempo, se transformou em uma mitologia complexa e cheia de camadas? Entenda o que são os Backrooms, universo que vem intrigando — e assustando — a internet há mais de meia década! 

O que são as Backrooms? A Alpha te explica!

As Backrooms surgiram em 2019 como uma creepypasta — uma lenda urbana de terror na internet — publicada anonimamente no fórum 4chan

O conceito nasceu a partir de uma imagem simples: uma foto de um espaço comercial vazio, com carpete molhado, iluminação fluorescente intensa e paredes amarelas. A fotografia apareceu em um tópico do fórum /x/, dedicado ao paranormal, em que usuários compartilhavam imagens que causavam inquietação.

Foi nesse contexto que um usuário anônimo publicou a primeira descrição das Backrooms, definindo-as como uma dimensão alternativa acessada quando alguém “desliza para fora da realidade” — um fenômeno chamado de noclip, emprestado do universo dos videogames. Segundo a descrição original, quem cai nesse lugar se vê preso em um labirinto interminável de salas vazias, dominadas pelo cheiro de carpete úmido, luzes zumbindo sem parar e uma atmosfera sufocante de monotonia amarelada. A ameaça, no entanto, não vinha apenas do espaço em si: a mensagem terminava com um aviso perturbador de que algo poderia estar vagando por ali — e, caso você o escutasse, ele certamente já teria escutado você.

Imagem original postada no fórum.

A partir dessa pequena creepypasta, usuários do Reddit começaram a expandir a ideia. Surgiram então conceitos como os “níveis”, diferentes camadas interconectadas das Backrooms, e as “entidades”, criaturas hostis que habitariam esses ambientes. Sem um cânone oficial, o universo passou a crescer de forma colaborativa, com fãs criando novas histórias, teorias, mapas e explicações.

O fascínio pelas Backrooms também ajudou a popularizar a estética conhecida como liminal spaces, imagens de lugares normalmente movimentados, mas mostrados completamente vazios, despertando uma sensação desconfortável de familiaridade.

O universo ganhou ainda mais força em janeiro de 2022, quando o então adolescente norte-americano Kane Parsons, conhecido online como Kane Pixels, publicou no YouTube o curta “The Backrooms (Found Footage)”. O vídeo simulava uma fita VHS dos anos 1990, mostrando um cinegrafista acidentalmente entrando nas Backrooms enquanto era perseguido por uma criatura desconhecida. 

Parsons expandiu o conceito para uma série interligada de curtas, introduzindo novos elementos narrativos, como a Async — uma organização fictícia que teria aberto um portal para as Backrooms nos anos 1980 e conduzido experimentos dentro do local.

Agora, esse universo deve ganhar ainda mais alcance com Backrooms: Um Não-Lugar, adaptação cinematográfica inspirada nos curtas de Kane Parsons. 

Assista ao trailer de “Backrooms: Um Não-Lugar”

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