Sob desconfiança e escalação inédita, Brasil estreia contra Marrocos na Copa 2026

Um time que nunca jogou junto para uma estreia de Copa do Mundo. A seleção brasileira reinicia mais uma tentativa de hexacampeonato, neste sábado (13), às 19h, diante do Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey-EUA, com uma escalação nova, que não pôde ser testada nem em amistosos.

O treinador italiano Carlo Ancelotti, há cerca de um ano no comando da Canarinho, deve levar a campo uma equipe com: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá e Matheus Cunha; Vinicius Júnior e Raphinha.

Apesar do inédito 11 inicial, o time é praticamente o mesmo que, sob Tite, venceu a Sérvia, por 2 a 0, no primeiro jogo da Copa de 2022, no Catar. São apenas três mudanças: Gabriel Magalhães, Bruno Guimarães e Matheus Cunha nas vagas de Thiago Silva, Neymar e Richarlyson. Destes três substituídos, apenas Neymar foi novamente convocado.

Sem Neymar e a alternativa Paquetá

O camisa 10 do Santos está fora da estreia. Até agora, o atacante não treinou com bola junto dos companheiros, tratando na academia de uma lesão na panturrilha direita, que só foi devidamente diagnosticada após a convocação.

Possivelmente, Neymar não seria titular. O que Ancelotti almejava era uma frente com quatro atacantes: Vinicius Júnior, Raphinha, Matheus Cunha e Estêvão. Este último acabou ficando de fora, por lesão. Luiz Henrique, possível substituto, convenceu inicialmente, mas não só ele não repetiu o bom desempenho nos testes, como o meio de campo do Brasil se mostrou ineficiente. Veio a alternativa Lucas Paquetá.

“Na nossa dinâmica, ter um jogador a mais no meio foi muito interessante”, declarou Bruno Guimarães, ressaltando que “a decisão é do míster”. No entanto, surgiu outro problema: a contusão de Wesley. Com o corte do ofensivo lateral direito, a seleção perdeu poder de fogo pelo setor, que deve ter, por ali, o defensivo Danilo, e Paquetá avançando como puder.

Como chega Marrocos

O Marrocos é apontado como adversário mais difícil do Brasil na primeira fase, que ainda terá jogos contra Haiti e Escócia pelo Grupo C do torneio. A seleção africana ficou em quarto lugar no último Mundial, deixando Espanha e Portugal pelo caminho.

Marrocos ocupa hoje a 7ª posição no ranking da FIFA, uma atrás do Brasil, e recentemente chegou à final da Copa Africana de Nações, jogando em casa. O título de Senegal está sub judice devido a uma confusão durante a partida.

Marrocos foi derrotado na prorrogação, mas, antes do tempo extra, Senegal tirou o time de campo, em protesto contra um pênalti, que acabaria não convertido. Um recurso extracampo, então, deu o título aos marroquinos.

As duas seleções se enfrentaram em março de 2023, e deu Marrocos, por 2 a 1. Era o primeiro jogo desde a Copa do Catar, e a seleção verde-amarelo era comandada pelo interino Ramon Menezes, após a saída de Tite. O ciclo acidentado para o Mundial de 2026 colocaria também Fernando Diniz e Dorival Júnior como técnicos temporários do Brasil.

“O medo é um componente importante. Na vida, se você não tem medo, você pode ver um leão e achar que é um gato”, brincou Ancelotti na última entrevista coletiva antes do jogo.

De contrato renovado até 2030, o cinco vezes campeão da Liga dos Campeões da Europa e primeiro estrangeiro a liderar o Brasil em uma Copa tem a primeira chance de acabar com a seca de 24 anos, maior da história (junto do período 1970-94), sem títulos mundiais.

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Foto da capa: Rafael Ribeiro/CBF

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