SP-Arte apresenta mais de 190 expositores em edição de 20 anos

O Dia Mundial da Arte é celebrado em 15 de abril, mas a cidade de São Paulo já entrou no clima antes mesmo da data comemorativa. É porque, nesta quinta-feira (4), começa a SP-Arte no Pavilhão da Bienal do Parque Ibirapuera. O Festival Internacional de Arte de São Paulo é um prato cheio para artistas, galeristas, designers, críticos, colecionadores e curiosos em geral. A Alpha FM foi conferir de perto na abertura exclusiva para convidados nesta quarta (3).

A maior feira de arte e design da América Latina chega à 20ª edição, em 2024, com mais de 190 expositores, 5 mil obras e 2 mil artistas, entre brasileiros e estrangeiros. O evento seguirá até domingo (7) com ingressos à venda pela internet.

Os principais estúdios e galerias nacionais – e alguns internacionais – têm a oportunidade de expor e vender os seus melhores itens. As coleções abrangem pinturas, esculturas, objetos decorativos e mobiliários. Instituições culturais, como MASP, Museu de Arte Moderna, Instituto Inhotim e Instituto de Arte Contemporânea, também estão representados.

“A gente chega aos 20 anos muito orgulhosos e felizes. A feira cresceu muito e ela dá o pontapé inicial para o ano do mercado de arte, é um termômetro, e é mais que um evento. A SP-Arte é uma comunidade, comunidade de todo mundo que gosta de arte, vive de arte ou para a arte”, disse Tamara Perlman, diretora de Novos Negócios da SP-Arte, em entrevista à Alpha.

Três andares com o melhor da arte

A exposição se estende por três andares da Bienal. No térreo, está a ala do design, que vem crescendo dentro da feira. Por lá, existem estúdios tradicionais e de artistas independentes. De acordo com a organização, a essência fica por conta dos trabalhos autorais. Na seção, os visitantes podem aproveitar a exposição “Tátil: materiais no design contemporâneo”, com curadoria da jornalista especializada Livia Debbané.

A partir do primeiro piso, começam as galerias de arte, principalmente, de arte moderna. Há obras de artistas consagrados, como Emiliano Di Cavalcanti (pinturas) e Victor Brecheret (esculturas). Por fim, o segundo piso é dedicado à arte contemporânea. Um dos destaques é a ítalo-brasileira Anna Maria Maiolino, que receberá o prêmio Leão de Ouro pelo conjunto da obra nas artes visuais na Bienal de Veneza 2024. Aliás, para quem quiser saber um pouco mais dela e outros artistas presentes na SP-Arte, a feira disponibilizou audioguias.

Tamara Perlman ressalta a diversidade de obras. “A arte é uma expressão da criatividade humana, e a nossa criatividade é imensa. Tem artistas que vão se dedicar mais a estudo de cor, outros a temas mais políticos. Esse ano, a gente vê muito forte a questão da sustentabilidade e a relação com o meio ambiente de forma geral. A função da arte – essa frase não é minha – não é responder, mas fazer perguntas. É nos provocar”, finalizou.

Os ingressos para a SP-Arte custam R$ 80 (inteira), R$ 40 (meia) e R$ 36 (social), além das taxas de conveniência. A feira pode ser visitada quinta (4) e sexta-feira (5), das 13h às 20h, e sábado (6) e domingo (7), das 11h às 19h.

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