Novo projeto de lei pode garantir ônibus gratuitos todos os dias em São Paulo

Um novo projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) reacende o debate sobre a tarifa zero no transporte público e pode mudar de forma significativa a mobilidade na Região Metropolitana de São Paulo. A proposta prevê a gratuidade total nos ônibus intermunicipais metropolitanos, que ligam a capital às cidades da Grande São Paulo, com implementação progressiva ao longo dos próximos anos.

O Projeto de Lei nº 1172/2025 foi apresentado em 28 de outubro de 2025 pela deputada estadual Paula Nunes (PSOL) e institui o Programa Estadual de Incentivo ao Uso do Transporte Público Coletivo por Ônibus. Diferentemente do transporte municipal, a iniciativa se concentra nos ônibus sob responsabilidade do Estado, que fazem a conexão diária entre municípios metropolitanos.

De acordo com o texto, a proposta estabelece um cronograma de redução gradual das tarifas, com o objetivo de alcançar a gratuidade universal em até quatro anos. Para viabilizar o modelo, o projeto também prevê a criação de fontes alternativas de financiamento, evitando que o custeio do sistema recaia exclusivamente sobre os usuários.

Quando a tarifa zero pode se tornar realidade?

Segundo informações da própria Alesp, a discussão sobre a tarifa zero universal está prevista na agenda legislativa de 2026. No momento, o PL 1172/2025 ainda não foi levado ao plenário e segue em análise nas comissões de Constituição, Justiça e Redação, Transportes e Comunicações e Finanças, Orçamento e Planejamento — etapas obrigatórias antes de qualquer votação.

Apesar de ainda não haver uma data definida para a apreciação do projeto, o tema já começa a ganhar espaço no debate público e na cobertura da imprensa, impulsionado pelo impacto direto que a medida teria no cotidiano de milhões de pessoas que dependem do transporte intermunicipal.

Enquanto o projeto segue em tramitação, a possível adoção de ônibus gratuitos todos os dias permanece como uma proposta em discussão, que pode representar um avanço na mobilidade urbana e no acesso ao transporte público — ou permanecer apenas como uma promessa, a depender das decisões tomadas pela Assembleia nos próximos meses.

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