Com músicas do Oasis e menções a futebol, Liam Gallagher faz show eletrizante em São Paulo

“Magistral”, “Onipresente”, “Lenda” e “Estrela do Rock”. Projetadas no telão, essas foram algumas palavras, acompanhadas da faixa “Fuckin’ in the Bushes” e de imagens de apresentações antigas, que abriram o show de Liam Gallagher em São Paulo, no Espaço Unimed, na última terça-feira (15).

A recepção calorosa dos fãs paulistas no Aeroporto de Guarulhos, onde o cantor deu alguns autógrafos no domingo (13), marcou presença mais uma vez. Logo na primeira canção, “Morning Glory”, era impossível ouvir a voz do britânico. O público berrava cada palavra, pulava sem parar e, de quebra, despejava água e cerveja e jogava copos em todos na pista premium – não é à toa que, ao final, o chão estava molhado e escorregadio.

Junto de uma banda de apoio- formada por Drew McConnell (baixo), Jay Mahler (guitarra), Mike Moore (guitarra), Barrie Cadogan (guitarra), Dan McDougall (bateria) e Chris Madden (teclado) – Liam fez uma performance típica: com os braços para trás, segurando um chocalho e pandeiro (durante “Rock ‘n’ Roll Star”, “Slide Away” e “Supersonic” o colocando até na boca) e trajado com um semblante sério, o artista exalava autoconfiança. E a postura quase distante funciona perfeitamente para o seu público: era magnética, curiosa e potente.

Os destaques no palco eram o piano dourado com os dizeres “Rock ‘N’ Roll”, as luzes laranja e azul e os telões, que traziam efeitos coloridos aos vídeos. Mesmo sendo um show solo de Gallagher, sua antiga banda com o irmão, Oasis, estava viva não só nas camisetas da plateia, como também no repertório. Os clássicos do duo integraram o setlist e “Rockin’ Chair”, apesar de não ter feito parte, foi cantada pelos fãs antes do bis. A única surpresa, em relação aos shows do Chile e da Argentina, foi a saída de “Cigarettes & Alcohol”.

Os admiradores enlouquecidos tiveram um momento próprio em “Stand By Me”. No refrão, Liam apenas os ouvia, enquanto as câmeras focavam neles e nos cartazes. Já suas backing vocals – Rahh e Mariama Frida – brilharam durante “More Power”, momento em que harmonizavam sozinhas.

Gallagher não é um homem de muitas palavras. Suas interações ficaram reservadas aos nomes das músicas, perguntas desconexas (como se os presentes gostavam da banda Slipknot) e a frases pequenas carregadas com seu sotaque (“é isso”, “muito obrigado”, “como está a vida?”, “continuem lindos” e “é bom estar de volta ao Brasil”). No entanto, ele tirou um tempo para falar de uma de suas paixões: futebol. O artista perguntou se o Brasil tinha chances de ganhar a Copa do Mundo e dedicou “Wonderwall” aos “seus lindos jogadores do meu lindo time [Manchester City], Gabriel Jesus (que se transferiu para o rival Arsenal neste ano, após jogar seis anos pelos azuis de Manchester) e Ederson”.

No fim, ele ainda desejou um Feliz Natal, saudou os presentes, jogou o chocalho no meio da pista e colocou o capuz de sua jaqueta – vestimenta para qual ele estranhamente (e caracteristicamente) dedicou “Live Forever”. A canção era tão aguardada que não se restringiu ao Espaço Unimed: no metrô Barra Funda, próximo da casa de espetáculos, os fãs entoaram na saída novamente a letra. “São Paulo, vocês foram bíblicos”, tweetou o cantor após o show.

A última vez de Liam no Brasil aconteceu em 2018, no Lollapalooza. Ele tem outra apresentação marcada no país para hoje (16), no Rio de Janeiro, e há ingressos disponíveis no site Live Pass.

Setlist completo:

Morning Glory

Rock ‘n’ Roll Star

Wall of Glass

Everything’s Electric

Stand by Me

Roll It Over

Slide Away

Better Days

More Power

Diamond in the Dark

The River

Once

Some Might Say

Supersonic

Wonderwall

Bis:

Live Forever

Champagne Supernova

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