Festival TURÁ: Chitãozinho e Xororó são destaque do primeiro dia

Apesar do céu nublado, o primeiro dia do Festival Turá, no Parque Ibirapuera, trouxe um line-up radiante. Com uma proposta de misturas gêneros musicais diferentes, o evento está em sua terceirao edição e reuniu artistas de peso. O line-up, por exemplo, passa por nomes como Djavan, Alcione, Chitãozinho e Xororó, Nação Zumbi e Adriana Calcanhotto.

Para abrir as apresentações do primeiro dia, aliás, Chico César e Zeca Baleiro trouxeram para o TURÁ a sua turnê em divulgação do disco “Ao Arrepio da Lei”, lançado neste ano. Justamente durante o show, o céu abriu e os artistas entraram. “Pessoal, não fazemos a curadoria do evento, mas não colocaríamos a gente neste horário, porque 14h é hora de almoçar”, ironizou o dono do hit “Flor da Pele”.

Os dois apresentaram um contraste perfeito. Chico, de branco dos pés a cabeça, e Zeca com vestes negras. O setlist da apresentação trouxe algumas novidades, justamente para divulgar o projeto autoral. No entanto, eles apresentaram o “arroz e feijão”, com os clássicos “À Primeira Vista”, “Proibida Pra Mim”, “Babylon” e para encerrar “Mama África”, de 1995.

Já o segundo grande nome do dia foi a Banda Uó. O grupo, em suma, teve uma grande força durante os anos 2000, e desde 2018, os integrantes seguem carreira solo dentro da música pop. No entanto, este ano, eles decidiram fazer a reunião para uma série de shows, e entre eles, o festival TURÁ. Com trajes coloridos, os três integrantes do grupo subiram ao palco para reviver grandes hits da carreira deles. Matheus Carrilho, falou à Alpha FM sobre a decisão de separação. Relembre o bate papo:

Nação Zumbi e os 30 anos do disco “Da Lama ao Caos”

Justamente com a proposta em ser um evento diverso, em contraponto ao pop da Banda Uó, o grupo Nação Zumbi fez uma apresentação impecável. A banda liderada por Chico Science celebra 30 anos do disco “Da Lama ao Caos”.

“30 anos da nossa fundação. Chico Science e Nação Zumbi. Começando aqui por São Paulo. Tudo isso começou com uma parabólica fincada na lama, emitindo grito. Nosso compromisso é não se repetir. Era diversão levado a sério. 3 décadas depois estamos aqui, na seriedade da diversão.”, comenta o vocalista, Jorge du Peixe.

O show em si, inclusive, trouxe ao TURÁ a sonoridade rock n roll bem diferente que só Nação Zumbi e o movimento Manguebeat consegue apresentar. O setlist passou por clássicos como “A Praieira”, “Da Lama ao Caos” e “Rios, Pontes e Overdrives”.

Ainda falando do rock, tivemos outra faceta do rock nacional. Fresno trouxe ao Ibirapuera hits clássicos da sua carreira, mas também passou por canções novas do seu álbum mais recente “Eu Nunca Fui Embora -PARTE 1”. Lucas, vocalista do grupo, se mostrou emocionado: “São muitos anos de banda, cara. É muito louco cantar pra vocês. Começou em 2006, nesta São Paulo que agora a gente chama de lar. E agora estamos nesse lugar lindo que é o Ibira. Tá propício para coisas incríveis acontecerem”

Contudo, a parte que realmente movimentou o público foi a participação da drag queen Pabllo Vittar. Fresno e a cantora lançaram juntos o single “Eu Te Amo/ Eu Te Odeio”, além de uma versão rock do hit “Disk Me”. Para encerrar o show, ademais, a banda emo se despediu com “K.O” da artista LGBTQIAPN+

Chitãozinho e Xororó entregam apresentação atemporal 

Ademais, a grande expectativa para a noite era Chitãozinho & Xororó. A dupla tem uma estrada longa, de 54 anos, e provou o porquê a palavra “atemporal” pode ser utilizada para descrevê-la.

José e Durval dominaram o Brasil e ocupam um lugar cativo na memória afetiva dos brasileiros. Durante a apresentação, em “Galopeira”, por exemplo, os próprios cantores fazem uma brincadeira com a plateia, pedindo para cantarem o solo conhecido acapella.

Aliás, os vocais são umas das coisas que os artistas sabem entregar de melhor. Em “Se Deus me Ouvisse”, por exemplo, temos um solo forte e contundente. Mas a banda não deixa nem um pouco a desejar, entregando bons riffs de guitarra e deixando clara as diversas influências musicais que Chitãozinho & Xororó trazem em sua discografia. 

Outra surpresa da apresentação foi uma participação especial de Lucas, vocalista da Fresno, para cantar “Brincar de Ser Feliz”. Os três tem uma amizade de anos e fizeram um belo número. 

Para encerrar o sábado do festival TURÁ, entretanto, não haveria outra opção que “Evidências”. A canção ainda é uma das mais tocadas em festas, 34 anos após o seu lançamento, o que nos prova o poder inegável de um clássico. Realmente atemporal.

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