A melhor música dos Beatles, na visão de Paul McCartney

Escolha surpreendeu aos fãs.

Durante um recente episódio de seu podcast, intitulado “A Life in Lyrics”, Paul McCartney revelou qual é a sua música favorita dos Beatles: “Here, There and Everywhere”.

Contudo, a escolha surpreendeu. Isso porque a obra não configura os maiores hits da banda, ou ao menos está na setlist dos shows do cantor. Para se ter uma ideia, a última vez que “Here, There and Everywhere” foi tocada ao vivo aconteceu em 2016.

Entretanto, a música tem um peso especial para Macca, que a escreveu junto com John Lennon. Ademais, o processo de criação aconteceu de maneira natural e fluída quando ele estava na casa do colega, em Londres, na Inglaterra.

“Eu ia para a casa dele para uma sessão de composição e ele nem sempre estava acordado. Então, muitas vezes eu ficava esperando uns 20 minutos, meia hora, até que alguém o avisasse e ele se levantasse. Lembro de me sentar à beira de sua piscina em sua casa em Weybridge, um subúrbio de Londres. Eu levei meu violão porque estava pronto para a sessão. Então sentamos e começamos a criar algo… simplesmente surgiu naturalmente e de uma ótima maneira”, contou Paul McCartney.

Sobretudo, esta não é a primeira vez que o ex-beatle cita a obra. Em uma entrevista realizada no ano de 1984, conforme a CBS New York, ele já citava a produção. Na mesma ocasião, ele ainda citou “Yesterday“, afirmando que se não fosse por seu sucesso, a música ganharia mais pontos em seu ranking.

Paul McCartney revela inspiração por trás de “Yesterday”

Em outro bate-papo ao podcast “A Life in Lyrics”, McCartney detalhou o processo criativo por trás do verso “I said something wrong, now I long for yesterday.” Segundo o músico, a inspiração se deu por uma conversa de anos atrás com sua mãe. Ele afirmou que, na época, sentiu que a envergonhou.

“Estávamos no quintal e ela falava chique. Ela era de origem irlandesa e era enfermeira, então estava acima do nível da rua. Então ela tinha algo a seu favor e falava o que achávamos ser um pouco elegante. E era um pouco galês também – ela tinha conexões, a tia dela Dilys era galesa”, começou Paul.

Segundo ele, a pronúncia da palavra “Ask” saiu de sua boca com um sotaque mais potente do que o esperado. Assim, ele sentiu que constrangeu sua progenitora, se lembrando deste momento anos depois do ocorrido.

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