As irmãs Ann e Nancy Wilson levaram a relação familiar para os palcos ao criarem a icônica banda Heart, que deu vida a clássicos como “Barracuda”, “Alone”, “All I Want to Do Is Make Love To You” e mais.
Em entrevista recente ao podcast “Lovett or Leave It”, publicada na última terça-feira (12), Ann contou que a relação com a irmã é “delicada”, embora ambas saibam lidar melhor uma com a outra.
“Eu e ela temos uma relação delicada”, disse a cantora. “Ainda assim, quando ela faz algo que me deixa chateada ou eu faço algo que a deixa irritada, existe uma forma como aprendemos a lidar com isso hoje. Conseguimos conversar e resolver as coisas como adultos.”
Wilson ainda completou que “varrer uma tensão para debaixo do tapete” nunca funciona. “A tensão só aumenta”, falou ela. “Fica cada vez mais feia.”
Já em relação ao Heart, a artista revelou qual música da discografia ela se recusa a cantar atualmente: “All I Want to Do Is Make Love To You”.
“Nós gravamos essa música e ela fez um enorme sucesso ao redor do mundo. Mas, como cantora — a pessoa que diz aquelas palavras — eu sempre a detestei, porque achava que representava a pior forma possível de tratar outro ser humano”, explicou ela.
Ann continuou:
“É cruel. É brutal. E eu sempre achei isso realmente terrível. Por isso, até hoje, me recuso a cantar essa música.”
Ann Wilson está lançando um novo documentário sobre sua vida, mas que vai muito além do Heart
Ann Wilson adaptou parte de sua vida em um documentário inédito. Para divulgar o material, a cantora vai fazer um passeio por alguns teatros e museus ao lado da cineasta Barbara Hall.
A promoção do chamado “In My Voice” vai passar por 10 cidades, incluindo Nova York, Nashville, Boston, Cleveland, Seattle, Los Angeles, Vancouver e Toronto (abaixo, confira o itinerário). Ainda não se sabe quando o documentário será disponibilizado em plataformas de streaming. Para Ann, é muito importante que as primeiras exibições sejam feitas em coletivo.
“Achei que, por ser uma espécie de filme, deveria ser exibido em um cinema, então quanto mais próximo de um ambiente de cinema pudermos chegar, melhor, na minha opinião”, disse a cantora à Variety. Essa decisão também leva em conta uma sessão de perguntas e respostas que será feita depois das sessões.
“Como cineasta, nada se compara a estar na sala com as pessoas, vendo e sentindo suas reações, para obter esse tipo de feedback. Acho isso crucial e muito significativo, porque é ao vivo e estamos todos juntos em uma grande sala escura assistindo a algo, e todos riem e/ou choram ao mesmo tempo — é muito reconfortante”, declarou Barbara.
O que esperar de “In My Voice”?
Sobre o que o público pode esperar de “In My Voice”, Ann afirma que o filme “não omite nada” e nem tenta “esconder nada”. O documentário não quis seguir na onda de outros que tentaram contar a vida de Wilson sob o ponto de vista amplo da banda Heart. Aqui, a ideia é explorar muito mais além do grupo:
“Acho que se você fizer um documentário só sobre o Heart, é muito difícil realmente conhecer algumas das coisas que alguém como a Ann fez fora da banda. Então foi ótimo poder me aprofundar na história dela. A Ann divide os holofotes com tanta frequência e é tão generosa com isso, dando crédito muito além do que a maioria das pessoas tão talentosas quanto ela daria. Então, poder focar só nela foi uma grande honra e muito gratificante.”
A própria artista afirmou ter ficado surpresa sobre olhar para sua própria história, mas com outra visão. “No começo, eu não conseguia imaginar como faríamos isso, porque minha vida sempre foi completamente dedicada à banda e à parceria criativa com Nancy, minha irmã”, explicou.


