Elis Regina e Tom Jobim: uma relação cheia de conflitos

Neste domingo, 17 de março, é comemora o aniversário da musa Elis Regina. Uma das maiores intérpretes brasileiras teve uma vida curta, falecendo aos 37 anos por conta de uma overdose acidental. Ainda assim, em relativo pouco tempo, Elis deixou uma marca inegável na história do Brasil e participou de diversas colaborações icônicas.

Uma delas se tornou até hoje um dos discos da MPB mais reverenciados. “Elis e Tom” foi o responsável pelo hit atemporal “Águas de Março”. Apesar de ser uma canção harmônica, que traz uma paz de espírito, os bastidores da gravação do disco não foram nem um pouco tranquilas.

A princípio, Elis e Tom não se deram bem. O pai da Bossa Nova tinha uma determinada forma de trabalhar ao compor e produzir um álbum. Justificável, especialmente levando em conta que “Garota de Ipanema” continua sendo até hoje uma das faixas mais regravadas da história. Por isso, quando Elis Regina apareceu com seu marido e pianista, Cesar Mariano, para fazer parte da produção do disco, Jobim não ficou muito contente.

Conhecida como “Pimentinha”, Elis Regina também não aceitava que somente as vontades do compositor valessem. Afinal, “Como Nossos Pais”, de Belchior, não teria a projeção que teve se não fosse a forma impetuosa e corajosa de Elis cantá-la.

Elis Regina no documentário “Elis & Tom: Só Tinha de Ser Com Você”

O documentário “Elis & Tom” retrata os problemas que aconteceram durante as gravações. Sobretudo, o diretor do documentário “Elis & Tom, Só Tinha De Ser Com Você”, Roberto de Oliveira, conta detalhes sobre o longa-metragem. Ele foi também empresário de Elis Regina durante o projeto e acompanhou de perto os bastidores tensos de um dos maiores álbuns da MPB.

A Alpha FM conversou com o diretor durante o lançamento do filme. Aproveitando, a gente te relembra o bate-papo:

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