Eloy Casagrande previu seu futuro no Slipknot? Entenda!

Ex-baterista do Sepultura foi anunciado como integrante oficial da banda americana recentemente, após uma série de rumores

Após muitos rumores, a entrada de Eloy Casagrande no Slipknot foi confirmada. O baterista brasileiro, ex-integrante do Sepultura, fez sua estreia ao lado da banda estadunidense durante show intimista na Califórnia, nos Estados Unidos, no dia 25 de abril.

Pouco tempo depois, o grupo mascarado, que não tem o costume de anunciar os novos integrantes, deu as boas-vindas oficiais ao músico. Assim, o próprio instrumentista postou a respeito em suas redes sociais:

“Um momento muito emocionante. Impensável até então. Não há nada a perder, não há nada a ganhar. Há apenas o viver. Estamos aqui como um só. Obrigado Slipknot por acreditar em mim. Obrigado a todos os maggots e fãs ao redor do mundo. Vejo vocês na estrada, meus Slipknotos. ‘Here comes more pain’.” 

Mas, de certa forma, Eloy “previu” o seu futuro na banda. A começar por um cover que realizou da faixa “People=Shit”, presente no álbum “Iowa” (2001), postado em setembro de 2020. Na legenda, escreveu: “sem edição de áudio, sem samples, sem triggers. Vídeo gravado com o aparelho EAD10 plugado diretamente no meu telefone (usando a camera do aparelho para gravar o vídeo). Esse álbum foi gravado sem metrônomo, então significa que o o tempo é bem volátil.”

Pouco depois, em janeiro de 2021, chegou a vez de uma releitura de “The Heretic Anthem”. Mal sabia o músico que, em abril de 2024, entraria oficialmente para a banda.  Veja abaixo:

Ligação entre Sepultura e o Slipknot

Ainda, vale destacar que Corey Taylor, vocalista do Slipknot, é um grande fã do Sepultura – onde Eloy passou mais de uma década.

Então, conversando com o Tenho Mais Discos que Amigos, o cantor declarou o amor pelo álbum “Roots” (1996): “Cara, esse álbum [‘Roots’]… tem algo tão visceral e tão grosso nesse álbum, sabe? Foi um dos primeiros discos que eu ouvi que realmente me fez pensar, ‘Porra, cara, algum dia eu quero gravar um álbum que tenha essa sonoridade’. E aí, obviamente, trabalhar com o Ross [Robinson, produtor de ‘Roots’ e dos dois primeiros discos do Slipknot] foi meio que a chave pra gente. Mas esse álbum, cara… é tão pesado e é tão feroz, você quase consegue ouvir o sangue na garganta do Max [Cavalera], pelo amor de Deus!”

Aliás, V-Man, baixista do Slipknot, inclusive contou para a Rolling Stone Brasil em 2022 que viu a banda de origem brasileira ao vivo e que ficou impressionado com o jeito de tocar de Eloy Casagrande:

“Quando ouvi os discos Beneath the Remains e Chaos A.D. foi como… [gesticulou indicando explosão da cabeça] ‘O que é isso?’. Tenho amigos que são mais ligados ao metal moderno e não ouviram o thrash metal old school. Alguns guitarristas de 22 anos que gostam da virtuosidade atual, mas nunca ouviram Sepultura. Eu mostrei a eles, e a reação foi a mesma que a minha: ‘O que é isso?’. O Sepultura é intocável, influenciou o mundo. Inclusive, assisti ao show deles em Londres, durante a turnê europeia. Eloy [Casagrande] na bateria é apenas… uau. Nunca vi ninguém tocar daquele jeito.”

 

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