Madonna no Brasil: tudo o que rolou no show em Copacabana

Madonna fez história neste sábado (4). Isso porque a cantora realizou o maior show de sua carreira para um público de mais de 1 milhão de pessoas na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. A performance, que contou com abertura do DJ Diplo, encerrou a turnê “Celebration”, responsável por comemorar os 40 anos de trajetória da Rainha do Pop.

Com quase 1h de atraso, a drag queen Bob the Drag Queen subiu ao palco para dar início à celebração. Assim, desejou boas-vindas ao público, relembrou quando a artista chegou em Nova York ainda na juventude, a apresentação no Super Bowl, a parceria com Britney Spears, entre outros momentos marcantes.

Ato 1

Então, ao som de “Nothing Really Matters”, a estrela chegou! Com um grande vestido preto e uma tiara, entoou a canção sozinha, enquanto o público acompanhava ao fundo. Em seguida, já com um figurino, seus dançarinos encheram as passarelas para “Everybody” e “Into the Groove”

“Obrigada por me esperarem, me receberem aqui, estou tão feliz. Estão me entendendo? Só falo em inglês, meu português não é tão bom, só sei falar palavrão. Estamos no lugar mais lindo do mundo, com o mar, as montanhas, aqui é mágico. Eu vou contar a história da minha vida”, disse. Então, trouxe uma dançarina vestida como a sua “eu” do passado, quarenta anos atrás, para representar a passagem do tempo e fez um lindo discurso sobre sonhos, como, novamente, a respeito do começo de tudo em NY – sob coros de “Madonna” das milhares de pessoas.

Assim, pegou uma guitarra para “Burning Up” (terminando jogando cerveja nos fãs), fez uma coreografia em uma cadeira durante “Open Your Heart” e encenou um teatro em “Holiday”, encerrando o primeiro ato.

Ato 2

Já na segunda parte, Madonna começou com “Live To Tell”, homenageando vítimas da Aids, tanto internacionais como brasileiras. Imagens de Freddie Mercury, Cazuza, Renato Russo, entre outros nomes, passaram no telão, como também a frase: “Em memória a todas as brilhantes vidas que perdemos para a Aids”.

Mudando a pegada, uma mistura de “Birjina Gaztetto Bat Zegoen”, “Unholy”, “Girl Gone Wild” e “Act of Contrition” tocou nas caixas de som, enquanto a cantora, encapuzada, com um cenário repleto de cruzes, performou “Like a Prayer”.

Ato 3

O terceiro ato da “Celebration Tour” ganhou “Erotica” como a primeira de seu set. Aliás, o ícone pop apresentou tal faixa vestida com um robe e uma camisola, num espaço imitando um ringue de luta. “Justify My Love”, enquanto cantava vendada, e “Hung Up”, da mesma forma, agitaram o público. Uma intro no piano, tocada por sua filha Mercy James, deu lugar para “Bad Girl”, com a diva encapuzada sob um véu.

Ato 4

Para a quarta parte do espetáculo, Estere, também filha de Madonna, entrou para um “set” de DJ (incluindo um remix de “Break My Soul”, de Beyoncé), que veio seguido de “Vogue”, onde também dançou. Em suma, para a canção, Madonna usou um vestido com as cores da bandeira brasileira e, durante o tradicional desfile da faixa, chamou Anitta para ser jurada. “Human Nature” e “Crazy for You”, com a cantora “colocando fogo” no palco, finalizaram o bloco.

Ato 5

Com um chapéu, tranças e um microfone auricular, a rainha entrou para a quinta parte com “Die Another Day”. Imagens de cavalos tomarão os telões, para, então, a cantora performar “Don’t Tell Me” com uma estética cowboy.

“Como vocês estão, Rio? O que uma mulher precisa fazer pra conseguir um cervejinha aqui? Já vim ao Rio algumas vezes, aprendi algumas palavras brasileiras. Quero dizer o quanto eu aprecio, o quanto sou grata, quanto amor eu sinto pelos meus fãs brasileiros, muito obrigada, eu quero chorar, por tantos anos vocês sempre estiveram ao meu lado, com sua bandeira. Estou no meio desse paraíso maravilhoso. Queria vir aqui há muito tempo, mas não havia lugar para mim”, discursou enquanto desfazia suas tranças.

Depois, agradeceu todos os envolvidos na apresentação, mencionou Keith Haring, como também a comunidade LGBTQIAP+. “Nada de medo, vou lutar por vocês até o dia da minha morte. Preciso que acendam suas lanternas, vamos iluminar a praia, o Rio de Janeiro”, pediu para as faixas “This Little Light of Mine” e “Express Yourself”, tocadas no violão.

Em seguida, “La Isla Bonita” e “Music”, com uma série de percursionistas da Unidos da Viradouro e Pabllo Vittar, no palco roubaram o protagonismo. Para a última citada, a estrela da noite vestiu uma camiseta da seleção brasileira e também pegou uma bandeira do país. Por fim, imagens de nomes importantes da história nacional, como Gilberto Gil, Pelé, Marta, Maria Bethânia, Paulo Freire e Daniela Mercury foram projetadas

Ato 6

Desta vez, com os cabelos cobertos por uma peruca rosa e um macacão cravejado, a cantora entoou “Bedtime Story” e “Ray of Light”. Por fim, “Rain”, com uma série de projeções no telão e jogos de luzes, relacionados ao tema da composição.

Ato 7

É impossível mencionar o sétimo e último ato do espetáculo sem descrever seu início, com uma homenagem para Michael Jackson. Como de costume, as sombras do Rei do Pop e de Madonna apareceram nos telões, ao som de uma mistura de “Billie Jean” e “Like a Virgin”. Assim, veio “Bitch I’m Madonna”, com registros de Nicki Minaj nos telões para os seus versos, além de uma grande celebração. “Eu amo todos vocês. Obrigada, Rio”, pronunciou em “Celebration”, antes de deixar o palco em uma plataforma por baixo.

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