Na última segunda-feira (4), a revista Rolling Stone publicou uma nova lista. O ranking traz os 100 maiores solos de guitarra de todos os tempos, englobando gêneros como blues, rock e funk. Lendas como Jimmy Page, Jerry Garcia e Jimi Hendrix apareceram na seleção, ao lado de nomes contemporâneos como St. Vincent e John Mayer.
“O critério não é vendas nem execução nas rádios. Também foi considerado o quanto o solo define a música, sem apenas repetir a melodia principal. (Um bônus: quando você consegue cantar cada nota.) Como era de se esperar, os debates para montar essa lista foram intensos. Vale destacar: o foco são solos, não riffs”, destacou o veículo.
Veja o top 5 abaixo e todos os escolhidos clicando aqui:
1. Prince – “Purple Rain”
2. Jimi Hendrix – “Machine Gun”
3. Eagles – “Hotel California”
4. Pink Floyd – “Comfortably Numb”
5. Van Halen – “Eruption”
Sobre a escolha de “Purple Rain”, de Prince
A respeito da escolha de “Purple Rain”, de Prince, a Rolling Stone destacou:
“As origens de ‘Purple Rain’ são cercadas por histórias quase lendárias: Prince chegou a considerar que a faixa poderia se tornar uma canção country; ofereceu-a a Stevie Nicks, que achou o material ‘cinematográfico demais’ para gravar; e a primeira pessoa a ouvi-la foi uma mulher em situação de rua, convidada por Prince a entrar no espaço de ensaio do ‘Revolution’. Ainda assim, nada disso se compara ao momento em que, para o público, a música realmente nasceu: no palco da First Avenue, em Minneapolis, no dia 3 de agosto de 1983, quando Prince extraiu de sua guitarra um solo que soava mais como um grito comovente da alma do que como um simples destaque musical.
Foi a primeira vez que a faixa foi apresentada ao vivo — e é justamente essa versão que aparece no álbum ‘Purple Rain’. O virtuosismo de Prince na guitarra já era amplamente reconhecido naquele momento, mas a fluidez de suas frases musicais e a maneira como ele tensionava as cordas para alcançar notas que pareciam ascender aos céus revelavam muito mais sobre o significado de ‘Purple Rain’ do que suas letras enigmáticas.”


