Pearl Jam, Jon Bon Jovi e mais assinam carta contra o uso de IA

Pearl Jam, Jon Bon Jovi e Billie Eilish estão entre centenas de músicos que assinaram uma carta aberta alertando os desenvolvedores de inteligência artificial contra o uso da tecnologia para gerar música.

A lista conta com cerca de 200 artistas administrados pelas “Artist Rights Alliance”, um grupo de defesa. Na nota, eles pedem aos desenvolvedores de IA, empresas de tecnologia e serviços de música digital, que “cessem o uso da inteligência para infringir e desvalorizar os direitos dos artistas humanos”.

A aliança dirigida por veteranos da indústria disse na carta que acredita que a IA tem “enorme potencial”. Em suma, para promover a criatividade humana de uma forma que possa criar experiências novas e emocionantes para os fãs, mas que deveriam ser usadas com responsabilidade.

O propósito da carta

As suas preocupações giram em torno da invasão da privacidade dos artistas. A utilização  da sua música para treinar modelos de IA também está no pacote.

“Algumas das maiores e mais poderosas empresas estão, sem permissão, usando nosso trabalho para treinar modelos de Al”, diz a carta. “Esses esforços visam diretamente substituir o trabalho de artistas humanos por enormes quantidades de ‘sons’ e ‘imagens’ criados por Al. Elas diluem substancialmente os royalties pagos aos artistas.”

O grupo pede aos desenvolvedores que se comprometam a não desenvolver ou implantar ferramentas de geração musical artificial. Acima de tudo, excluir qualquer conteúdo que possa “minar ou substituir a arte humana de compositores e artistas. Ou também negar-nos uma compensação justa pelo nosso trabalho”.

Jen Jacobsen, diretora executiva da aliança, disse: “Se existem serviços e plataformas por aí que inundam o mercado com conteúdo gerado por IA, isso se torna um mar de ruído. Honestamente, aquilo que o homem não cria, dilui o conjunto de royalties. Então você tem muita música por aí, que não está sendo paga a artistas humanos. Assim, aqueles que estão criando música não recebem os royalties que lhes eram devidos.”

A carta é o mais recente desenvolvimento numa ação mais ampla da indústria contra o uso de IA generativa. Por fim, a violação de direitos autorais e dos direitos dos trabalhadores são as principais vertentes para uma possível lei.

Aliás, em março, o Tennessee tornou-se o primeiro estado dos EUA a criar uma legislação destinada a proteger os músicos de terem as suas vozes geradas por IA para fins comerciais. A lei entra em vigor no início de julho.

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