Robert Plant com Saving Grace, Paralamas e mais: veja os destaques do último dia de C6 Fest

Festival encerrou programação neste domingo (24), no Parque Ibirapuera

A 4ª edição do C6 Fest aconteceu entre os dias 21 e 24 de maio, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Saving Grace, banda liderada por Robert Plant, The XX, Mano Brown, Wolf Alice e mais estiveram entre as atrações do festival.

Veja os destaques do último dia abaixo:

Os Paralamas do Sucesso 

Às 16h, os telões do C6 exibiram uma retrospectiva de toda história d’Os Paralamas do Sucesso, iniciada em 1982. Com imagens de diferentes momentos de sua carreira, a banda composta por Herbert Vianna (voz e guitarra), João Barone (bateria) e Bi Ribeiro (baixo) subiu ao palco e, sob aplausos, começou o selist com “Vital e Sua Moto”, “Ska” e “Lourinha Bombril”, todas destacadas pela bateria de Barone. João Fera (teclado e percussão), Monteiro Jr. (saxofone) e Bidu Cordeiro (trombone) atuaram como apoio.

“Muito boa tarde, São Paulo. Obrigado à estrutura do C6 Fest, por dar condições da gente ter essa interação, de trazer um pouco de diversão pra vocês”, disse Herbert em sua primeira interação direta com o público, introduzido o Nação Zumbi, com quem, em suas palavras, rodaram “algumas vezes por alguns países do mundo”.

Como uma participação especial pré-anunciada, juntou-se à performance o Nação Zumbi, cujo vocalista Jorge du Peixe chegou dizendo frases como “viva Paralamas do Sucesso, uma das maiores bandas do país e à memória do Chico Science”. Juntos, os grupos, que excursionaram pela Europa em 1996, tocaram “Selvagem/Polícia” e “A Praieira”, alternando vocais e priorizando a percussão, que animou a plateia.

“Noite difícil de conter a alegria e a integração tão natural das duas bandas”, disse Hebert, quando o Paralamas ficou sozinho novamente. Assim, a banda emendou “Cuide Bem do seu Amor”, descrita pelo vocalista como uma “canção mais reflexiva e mais chata”, e “Aonde Quer Que eu Vá”, também pontuada como reflexiva pelo cantor.

À pedido de Herbert, o público, que havia gritado para que a produção aumentasse o som, ligou as lanternas dos celulares na seguinte “Lanterna dos Afogados”, marcada por sua extensão instrumental e coro dos presentes. “Vocês já estão ficando cansados? Talvez essa canção se relacione a infância e ao período natal de vocês”, disse o integrante, iniciando, então “O Beco”, chamando atenção para o “indescritível João Barone”.

Entrando nos minutos finais, os Paralamas executaram “A Novidade”, que compuseram em parceria com “um dos maiores mestres da língua portuguesa, o grande Gilberto Gil”, “Alagados”, “anterior ao nascimento de vocês” e entremeada com um trechinho de “Sociedade Alternativa”, de Raul Seixas, “Uma Brasileira” e “Óculos”, finalizada com coro de palmas.

Também sobrou espaço para “Meu Erro” e, mais uma vez com o Nação Zumbi, “O Calibre” e “Manguetown”, anteriormente eternizada pelas bandas no DVD “Ao Vivo no Recife” lançado em 2012. “Para colocar não um ponto final, mas um ponto de exclamação numa noite mágica como essa”, concluiu Vianna. Com abraços de todos os envolvidos, baquetas de Barone jogadas à plateia e gritos de “mais um”, as duas bandas despediram-se após encontro potente

 

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Oklou 

Por Ludmila Borba

Pela primeira vez no Brasil, a jovem ícone da música dance e eletrônica Oklou se apresentou na Tenda Metlife, palco secundário do C6 Fest. O público animado, definido pela própria francesa como “louco”, pulou e cantou a plenos pulmões durante o show de cerca de um hora.

No repertório, prevaleceram músicas do mais recente álbum da DJ e cantora, o aclamado “Choke Enough”, lançado em 2025. O ponto alto do espetáculo, inclusive, veio no maior sucesso deste projeto: “Harvest Sky”, uma parceria com a cantora norte-americana underscores, que também tocará em solo brasileiro em breve, no Primavera Sound 2026. A performance ao vivo da música conseguiu mobilizar até fãs que, nas laterais, assistiam ao show mais tranquilos.

Beirut 

Com um som etéreo, calmo e por vezes predominantemente instrumental, guiado por trombone, sanfona e saxofone, o Beirut trouxe magia e tranquilidade para o C6 Fest, embalando os presentes com sua música aconchegante. Ao longo de todo set, o vocalista e líder Zach Condon disse inúmeros “obrigado” em português para a plateia, além de um “eu amo” e “tudo bem”, e ressaltou que esperou “muito tempo para voltar para cá”. A última passagem dos artistas por aqui ocorreu em 2014, antes de um longo hiato.

O integrante Ben Lanz chegou a mencionar que os fãs estavam muito distantes, devido ao espaço entre a grade e o palco. Músicas como “Elephant Gun” (popular no país por integrar a trilha sonora da minissérie “Capitu”, na qual foram ovacionados), “Postcards from Italy” e “The Rip Tide” arrancaram reações entusiasmadas da plateia. Para além das faixas, os visuais de paisagens, água e natureza, transmitidos no grande telão do palco, trouxeram uma experiência mais “sensorial” ao público. A iluminação, transitando entre tons de vermelho, contribuiu para a sensação.

Rolou até pedido para que o grupo executasse “O Leãozinho”, versão de Caetano Veloso, tocada nos shows há anos e lançada em 2011 – desejo atendido. Zach é fã de música brasileira e chegou a dizer em entrevista ao jornal O Globo.

“Uma de minhas músicas favoritas na vida é brasileira, mas não teria capacidade de fazer um cover dela: Sou devoto de ‘Roda Viva’, do Chico Buarque, em tudo oposta a ‘O Leãozinho’. Épica, teatral, orquestrada, com aqueles backing vocals. São duas faces de uma mesma moeda que me atraem por igual.”

Sem dúvida, “Nantes” figurou como o ponto alto do repertório, em um dos momentos finais. “Muito bom ver vocês. Amo vocês, Brasil”, afirmou o vocalista, antes que deixassem o palco, sem bis, 10 minutos antes do previsto.

 

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Robert Plant e Saving Grace

Robert Plant integrou uma das maiores bandas da história. Como vocalista do Led Zeppelin, fundado em 1968, o cantor conquistou fama mundial e ficou reconhecido pela voz potente, que emocionou multidões ao longo das décadas. Naturalmente, com o triste fim do grupo em 1980, o artista seguiu com outros projetos musicais — o mais recente deles, Saving Grace, realizou uma apresentação no festival C6 Fest, no Parque Ibirapuera, em São Paulo, neste domingo (24).

No começo de 2019, o artista de 77 anos formou o conjunto ao lado da cantora Suzi Dian. Inicialmente, acompanhados de Oli Jefferson (bateria), Tony Kelsey (guitarra), Matt Worley (banjo) e Barney Morse-Brown (violoncelo), realizavam pequenas apresentações ao vivo, tocando releituras de nomes como Patty Griffin, The Everly Brothers e Donovan, com foco sempre no blues e no folk. Após a pandemia, voltaram para a estrada em 2021 e aumentaram o ritmo de shows nos anos seguintes, expandindo a agenda para mais países, o que, agora, incluiu pela primeira vez a América do Sul.

Bastou que a introdução de “The Very Day I’m Gone”, originalmente de Nora Brown, saísse nas caixas de som para que a plateia fosse à loucura. Plant entrou ao palco logo depois do resto dos competentes membros, sendo ovacionado antes mesmo de cantar a primeira nota em seu microfone de fio. Ali, já deu uma prévia de seu carisma ao curvar-se para os fãs. Leia o texto completo clicando aqui.

 

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