Rock in Rio sem rock? Entenda possível motivo!

Festival, que acontece no próximo mês de setembro, anunciou em sua maioria artistas de gêneros como pop, rap, reggaeton, R&B e soul

Nas palavras de Roberto Medina, empresário e fundador do Rock in Rio, o festival em questão sempre abriu espaço para todos os estilos. Axé, metal, pop, new wave, jazz e MPB foram alguns dos gêneros citados pelo profissional. “A filosofia não mudou, a ideia é de juntar”, comentou sobre a próxima edição, marcada para setembro deste ano.

A organização ainda não anunciou todas as atrações. Faltam os headliners dos dias 15 e 21 do mês citado, como também nomes secundários. Apesar dos boatos de AC/DC no lineup, até agora, nenhuma banda de rock/metal internacional integrou a programação – com o gênero representado apenas nacionalmente por NX Zero e Os Paralamas do Sucesso.

Em compensação, artistas do pop, rap, reggaeton, R&B, soul e funk vêm conseguindo o protagonismo. Por que isso aconteceu?

Há duas opções: a primeira é que, provavelmente, o festival não conseguiu negociar nenhum nome de peso do gênero. Tanto é que a venda geral de ingressos, antes marcada para o dia 19 de abril, acabou adiada para o dia 23 de maio.

Para completar, muitas bandas já vieram/vêm solo ao país neste ano, como, por exemplo, Iron Maiden e Megadeth. Ainda, grandes nomes fizeram parte do Lollapalooza Brasil e Summer Breeze. Possivelmente, grupos renomados também passarão por aqui no Knotfest Brasil, marcado em novembro – ou seja, muitos festivais disputando o mesmo espaço.

Assim sendo, o festival, diante do perfil dos headliners apresentados nos últimos anos, deve “estar sem opção”. De qualquer forma, Metallica, Aerosmith, Queen + Adam Lambert, Nickelback, Foo Fighters, Pearl Jam, Avenged Sevenfold e o próprio AC/DC teriam agenda disponível para participar do evento. Por outro lado, Judas Priest já garantiu que somente virá para território nacional em 2025, enquanto o Bon Jovi descarta turnês por enquanto devido ao problema nas cordas vocais do vocalista.

“Unir as tribos”

Outro motivo é que, neste ano, Roberto Medina quis dedicar um dia inteiro para “unir os diferentes”. Conforme o jornal O Globo, o empresário destacou em entrevista coletiva:

“É preciso ter mais conversa no Brasil, poder mudar de opinião, voltar atrás e assim construir um país melhor. E a música oferece esse espaço. Está no momento de eu prestar este serviço. E vai ser forte. O astral que tivemos há 40 anos, meio Woodstock, meio fantasia, é preciso nos dias de hoje novamente, para se sobreviver.”

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