Você sabe de onde vem o Coelho da Páscoa? A gente te conta!

A Páscoa é certamente uma celebração rica em simbolismo. No entanto, nenhum elemento é tão intrigante quanto o coelho! Esse animal orelhudo tornou-se um ícone central da data, presente em decorações, chocolates e brincadeiras. Mas você saberia dizer qual a origem do Coelho da Páscoa?

Para desvendar esse enigma, é preciso mergulhar na história, percorrendo desde antigas tradições pagãs até a adaptação do símbolo ao cristianismo. As raízes do coelho da Páscoa entrelaçam-se, a princípio, com a deusa germânica Ostara, símbolo da primavera e da fertilidade. Na cultura pagã, associavam o coelho à procriação, em razão de sua alta capacidade reprodutiva, tornando-o um símbolo natural da deusa.

Uma lenda conta que Ostara transformou um pássaro em um coelho para divertir crianças. Nesse ínterim, o animal, agradecido, presenteou a deusa com ovos coloridos, que ela então distribuiu aos pequenos. Essa história consolidou a ligação entre coelho, ovos e a figura de Ostara, lançando as bases para a tradição que conhecemos hoje.

Com o advento do cristianismo, o simbolismo do coelho adaptou-se à nova fé. Na Idade Média, a lebre, antecessora do coelho, era associada à castidade e pureza, características atribuídas à Virgem Maria. Imagens da lebre acompanhavam representações da Virgem, reforçando essa ligação simbólica.

Além disso, o coelho era visto como um símbolo de renovação por ser um dos primeiros animais a aparecer após o inverno. Essa característica conectava-se à ideia da ressurreição de Jesus Cristo na Páscoa, consolidando ainda mais o animal como um símbolo da data.

Ao longo do tempo, a lebre foi gradualmente substituída pelo coelho, um animal mais dócil e familiar, tornando-se mais adequado à imagem da Páscoa como uma festa familiar.

Propagando a tradição

Sabe-se que imigrantes alemães levaram a tradição do coelho da Páscoa para os Estados Unidos no século XVIII. Por consequência, a figura popularizou-se e consolidou-se como um símbolo global da Páscoa.

A partir do século XIX, a Páscoa transformou-se em uma festa mais familiar, com foco nas crianças. O coelho da Páscoa integrou-se, portanto, a essa nova dinâmica, tornando-se um personagem central na brincadeira de esconder e buscar os ovos de chocolate.

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