Nesta quinta-feira (26), chega aos cinemas brasileiros o novo filme do cineasta sul-africano Oliver Hermanus — conhecido por “Viver” (2022) —, “A História do Som“. O longa, estrelado por dois dos mais talentosos atores em ascensão, Paul Mescal e Josh O’Connor, é uma adaptação assinada por Ben Shattuck a partir de seu próprio conto homônimo e teve estreia na 78.ª edição anual do Festival de Cannes.
Antes de ser rodado, o filme permaneceu por anos em um limbo de produção, enfrentando dificuldades de financiamento, além dos impactos da pandemia e das greves de roteiristas e atores em Hollywood. A realização só avançou após Paul Mescal protagonizar o maior projeto de sua carreira até aqui, a sequência de “Gladiador“, dirigida por Ridley Scott. Já Josh O’Connor vinha de uma sequência de longas amplamente aclamados, como “Challengers“, de Luca Guadagnino, ao lado de Zendaya, e “La Chimera“, de Alice Rohrwacher.
Em “A História do Som”, eles voltam ao ordinário. Não há grandiosas batalhas no Coliseu nem triângulos amorosos em quadras de tênis. Trata-se de uma narrativa sobre uma vida simples do início do século XX, sobre memória, música e afeto, mas principalmente sobre aqueles que partem e aquilo que permanece.
Convidada pela Imagem Filmes, distribuidora do longa no Brasil, a Alpha teve o prazer de assistir a “A História do Som” antes de sua estreia e te conta tudo o que você pode esperar sobre o filme.
Conheça “A História do Som”
A produção é ambientada, inicialmente, na Nova Inglaterra, quando dois músicos, interpretados por Mescal e O’Connor, que estudam no Conservatório Musical da região, têm seu fugaz romance interrompido pela Primeira Guerra Mundial.
Trabalhado no silêncio, contenção narrativa e cores desaturadas — trabalhada pela cinematografia de Alexander Dynan — a relação entre os dois se reencontra anos depois, quando embarcam em uma viagem a pé no nordeste dos Estados Unidos com o intuito de registrar canções folk das comunidades locais. Assim, os personagens mergulham no universo das tradições rurais das baladas sobre amores trágicos, guerras, crimes e acontecimentos históricos.
Para o longa, o cantor Sam Amidon foi consultor musical e preparador vocal do elenco, tendo apenas três semanas para instruir Paul e Josh para as gravações.
“Paul é da Irlanda e teve uma conexão imediata com a música folk. Josh já estava familiarizado com a música tradicional e havia cantado em teatro musical e corais — mas, em apenas três semanas, eles precisavam parecer como se cantassem a vida inteira. Os vocais no filme são interpretados ao vivo diante da câmera, no momento da cena. Quando assisti ao filme finalizado, compreendi o quanto isso foi essencial para o desenvolvimento orgânico das sequências”, disse Amidon para o The Guardian.
Dessa forma, a música se estabelece como elemento central da narrativa — não apenas no plano intrapessoal do protagonista, Lionel (Mescal), mas também na construção de sua relação com David (O’Connor). Ela atravessa a viagem que estrutura a história e reverbera em seus desdobramentos e consequências ao longo do tempo.
Engana-se, contudo, quem acha que “A História do Som” é um romance. O vínculo afetivo é um quase componente implícito da trama, que, posteriormente, desloca o foco para a trajetória de Lionel ao longo de vários anos. A presença de O’Connor funciona como marca do impacto definitivo que determinadas relações exercem sobre nossas vidas.
“O filme certamente tem gestos românticos — em alguns momentos, de forma bastante intensa —, mas, em essência, trata da vida de Lionel. É importante que o público saiba que não deve ir esperando apenas [romance]. É uma parte muito bonita do filme e tem um impacto duradouro, mas é uma compreensão subjetiva da experiência de Lionel com esse amor”, afirmou Mescal para a Vanity Fair.
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Assista ao trailer de “A História do Som”
Em 1917, Lionel (Paul Mescal) e David (Josh O’Connor) se conhecem no Conservatório de Boston, unidos pelo amor à música folk. Anos depois, eles se reencontram e partem juntos em uma viagem pelo interior do Maine para registrar canções tradicionais de ex-soldados da Primeira Guerra. Durante essa jornada que transformará suas vidas para sempre, eles descobrem que compartilham muito mais do que a paixão pela música.


