Coronavac chega às fases finais com mínimo de infectados

Os estudos da Fase 3 da vacina Coronavac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, atinge o número mínimo de infectados pela Covid-19, o necessário para o ínicio da sua fase final. 

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (23) durante uma coletiva de imprensa, e a nova etapa permitirá a abertura do estudo e análise interina dos resultado, que corresponde a primeira análise da eficácia. A Fase 3, a última, divide os voluntários em dois grupos: metade toma a vacina e a outra metade, placebo, sendo que os participantes não sabem qual grupo pertencem. 

Para a Coronavac, era necessário que pelo menos 61 casos de Covid-19 ocorressem entre os 13 mil voluntários, sejam do grupo que tomou a vacina ou do grupo de controle. E, ao todo, foram 74 infectados. Com isso, a expectativa do Butantan é de que o Comitê Internacional Independente, que acompanha os ensaios, analise os dados e possa divulgar em dezembro sobre a eficácia da vacina, disse na coletiva o diretor do Instituto, Dimas Covas: "Rapidamente, na primeira semana de dezembro teremos os resultados das análises, que serão remetidas ao Comitê Internacional que deverá validar os resultados e produzir o relatório que será encaminhado a nossa Anvisa e ao mesmo tempo a Anvisa da China". 

Caso funcione, os dados serão enviados para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, se for aprovado, no início de 2021 haverá 46 milhões de doses compradas prontas para aplicação. Na última terça-feira (17), a Sinovac divulgou resultados das fases 1 e 2, apontando que o imunizante conseguiu induzir a produção de anticorpos em 97% dos participantes. A vacina também se mostrou segura, com cerca de 35% dos participantes tendo relatado dor no local da injeção como único efeito adverso. 

A Fase 3, então, está prevista para acabar até o final do mês, segundo o laboratório Sinovac.

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