Essa Tal de Rita Lee: 50 anos de rock e feminismo

Em comemoração ao Mês da Mulher não poderíamos deixar de falar da Rainha do Rock: Rita Lee. Ela acumula 18 álbuns de estúdio, mais de 20 discos ao vivo, DVD's, em mais de 50 anos de carreira. 

Todos esses números são impressionantes, ainda mais para uma mulher de sua geração, que ainda compunha suas próprias músicas em meados da década de 60. Nesse período fez parte da banda "Os Mutantes", ao lado dos irmãos Sérgio e Arnaldo Baptista, onde tudo começou. Nessa época, participaram de festivais e se tornaram grandes no rock de vanguarda da música brasileira. 

Ao seguir carreira solo, já no início da década de 70, montou a banda "Rita Lee & Tutti Frutti", de onde saíram sucessos como "Menino Bonito" e "Mamãe Natureza", mostrando sua versatilidade como cantora e multi-instrumentista. Foi, no entanto, em 1975, que Rita Lee conseguiu fama internacional com músicas consagradas e tocadas até hoje, como "Agora Só Falta Você", "Esse Tal de Roque Enrow", e mais. O hit "Ovelha Negra", por exemplo, ganhou as paradas internacionais e foi destaque da Revista Rolling Stone na época. 

Roberto de Carvalho é seu parceiro – amoroso e musical – há mais de 40 anos. Uma curiosidade é que Ney Matogrosso foi cupido do casal, já que Roberto integrava a banda do artista, e convidou Rita para um jantar em sua casa para apresentá-los. “O gato, além de lindo, cheiroso e excelente guitarrista, também se mostrava exímio pianista. Amor à primeira tecla. Humm", diz Rita em sua autobiografia, lançada em 2016. Clássicos como "Lança Perfume", "Banho de Espuma", "Nem Luxo, Nem Lixo", "Caso Sério" e "Amor e Sexo", foram produzidos pelos dois em meio a shows, muito amor e a criação dos três filhos do casal. 

O amor dos dois sempre virava sucesso. A música “Mania de Você” também foi escrita pelos dois e que, segundo Rita, “o casal se mostrava de corpo e alma, oferecendo a trilha sonora da sexualidade elegante para motel cinco estrelas nenhum botar defeito”, conta. 

A verdade é que Rita Lee influenciou, influencia e ainda vai influenciar as próximas gerações femininas. Outro trecho de sua autobiografia, que resume bem seu pensamento e personalidade como artista, diz sobre o machismo o mercado musical naqueles tempos. Mas que, mesmo assim, ela deu às caras e conquistou respeito: “Nos anos 60, o rock’n’roll era coisa de menino, de homem. Tinha até um bordão que falava assim: ‘Pra fazer rock’n’roll, tem que ter colhão.’ Aí eu falei: ‘Ah é? Eu vou fazer com meus ovários e com meu útero!’”. 

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