Nesta segunda-feira (26), foi anunciado que o cineasta Bobby Moresco (Crash: No Limite) irá dirigir a cinebiografia do falecido ícone da moda Giorgio Armani. O filme será produzido pelo italiano Andrea Iervolino (Ferrari).
Moresco, que já trabalhou com Iervolino em outras cinebiografias como Lamborghini e Maserati, está escrevendo o roteiro de “Armani: O Rei da Moda” em parceria com sua filha Amanda Moresco.
O filme deve acompanhar a trajetória de Giorgio Armani, abordando tanto sua ascensão profissional quanto sua transformação pessoal ao longo das décadas. O estilista morreu em setembro do ano passado, aos 91 anos, e é amplamente considerado um dos nomes mais determinantes da moda nos séculos XX e XXI.
Até o momento, não há confirmação se o longa entrará em detalhes sobre a dimensão íntima da vida de Armani ou se concentrará apenas na narrativa pública do designer, marcada por passarelas, celebridades e grandes eventos internacionais. Também não foi informado se a família Armani participa da produção ou se houve algum tipo de colaboração oficial com o projeto.
Mesmo sendo um símbolo de uma das histórias de maior sucesso da Itália contemporânea, o produtor Andrea Iervolino indicou que as filmagens dificilmente acontecerão no país. A principal possibilidade, segundo ele, é que a Hungria seja escolhida como sede da produção.
“A decisão sobre a locação foi tomada após uma análise aprofundada do plano de investimento e extensas discussões com o grupo de bancos e fundos dos EUA que apoiam o financiamento da TAIC [empresa de Iervolino], à luz do atual ambiente administrativo e de produção italiano.” Uma fonte próxima à empresa afirmou que “as decisões não foram motivadas por razões artísticas ou industriais, nem pela qualidade dos profissionais italianos, mas sim por uma incerteza administrativa estrutural que minou seriamente a confiança dos investidores internacionais… vários grandes bancos americanos deixaram de considerar viáveis as produções cinematográficas sediadas na Itália, devido à imprevisibilidade regulatória, atrasos administrativos e uma grande disparidade de tratamento entre concorrentes locais baseada em relações pessoais e não na legislação”, declarou o produtor.


