Governo de SP vai manter retorno gradual às aulas presenciais para 2021

O governo do estado de São Paulo anuncia, nesta quinta-feira (17), durante entrevista coletiva, que vai manter o retorno gradual às aulas presenciais para o ano letivo de 2021, mesmo se o território paulista registrar piora na pandemia do novo coronavírus.

O intuito da alteração é que, mesmo se houver aumento de quantidade de casos e hospitalizações pela doença, as escolas possam manter as aulas presenciais com 35% de sua capacidade, mesma medida adotada na Europa.

Atualmente, as escolas públicas e privadas só podem abrir em regiões que estejam na fase amarela do plano de flexibilização, mas, com a mudança anunciada hoje, a previsão é que o ano letivo seja retomado em 04 de fevereiro.

"O governo de São Paulo acatou integralmente a orientação da secretaria da educação e do Centro de Contingência para manter o retorno gradual das aulas presenciais para o ano letivo de 2021. O decreto que autoriza as aulas em todas as fases do plano são Paulo será assinado por mim hoje e publicado amanhã no Diário Oficial do Estado de São Paulo", afirmou o governador João Doria.

Ainda de acordo com o tucano, o retorno ocorrerá de forma regionalizada conforme critérios de segurança estabelecidos pelo Centro de Contingência do Covid-19. “A decisão para manter escolas abertas é embasada em experiências internacionais e nacionais que tem por objetivo garantir a segurança dos alunos, dos professores e dos funcionários da rede pública e privada de ensino em todo estado de São Paulo, tem também por objetivo o desenvolvimento cognitivo e socioemocional de milhões de crianças e adolescentes no estado de São Paulo", completou.

O secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, afirmou que a liberação em fases mais restritivas será permitida aos alunos da educação básica, já no caso de escolas de ensino superior, a autorização segue condicionada à manutenção de região na fase amarela.

"O que temos visto é que o ambiente da escola é seguro. Estar na rua, na praia, no bar, ou qualquer outro lugar, tem sido fator de maior risco, especialmente, para os adolescentes", destacou o secretário.

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