Intolerâncias e alergias alimentares na infância podem ser temporárias

Segundo a pediatra Alessandra Silva, as alergias envolvem a sensibilidade referente à proteína dos alimentos. As intolerâncias envolvem outro grupo alimentar, os carboidratos.

Os sintomas são semelhantes: assaduras, sangue nas fezes, dificuldades respiratórias, nariz escorrendo com frequência, tosse recorrente e refluxos, mas existe uma diferença entre as duas reações.

Intolerância à lactose, alergia a proteína do leite e ao ovo são as reações mais comuns que acontecem na primeira infância. 

“O leite de vaca é agressivo para células intestinais. Foi feito para os bezerros e não para os seres humanos”, ressalta a pediatra.

A alimentação moderna tem um impacto mais agressivo para quem tem intolerâncias devido a presença significativa de carboidratos vazios, como açúcar e grande quantidade de farinhas nos alimentos ultra – processados.

A nutróloga Lenina Matioli fala da importância de fazermos boas escolhas na alimentação. “O que ingerimos vai fazer parte do nosso corpo e é o que vai determinar a qualidade e o bom funcionamento de todo nosso sistema”. 

Ela acrescenta a relevância de criarmos o hábito de ir à feira e ter mais alimentos frescos em casa. E nesse momento de atenção os pais têm um papel fundamental: dar exemplo por meio de uma alimentação mais equilibrada. “Pedir para o filho comer brócolis, se você não come e ainda opta pelos industrializados, não é o melhor caminho.”

Juliana é mãe de Vitor Hugo, que, aos 03 anos de idade, foi diagnosticado com alergia alimentar a proteína do leite, corante e amendoim.

Juliana conta que essa situação despertou na família uma busca pelo equilíbrio na alimentação além de tratamentos na medicina oriental. “Hoje conseguimos controlar as reações do corpo com base na saúde integrativa, pois tudo está interligado. Não utilizo nenhum medicamento e nem temos grandes privações alimentares. Quando meu filho está ansioso ou estressado ele sabe que nesse período não pode comer os alimentos que causam reações”. 

E a boa notícia é que a inflamação causada pela intolerância secundária à lactose é comum porém é temporária, e logo a capacidade de digestão recupera sua função de processar adequadamente.

E as alergias, na grande maioria das vezes, atingem um patamar de tolerância, ou seja, passam a ficar tolerantes a proteína que antes desenvolvia reações alérgicas de hipersensibilidade.

Por Marcela Camargo, natural chef e jornalista

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