Mais de mil profissionais do cinema e da televisão — entre atores, diretores e produtores — divulgaram, na última segunda-feira, uma carta aberta contrária à aquisição da Warner Bros. pela Paramount.
O documento, publicado pelo The New York Times e também disponibilizado no site BlocktheMerger.com, afirma que a possível fusão pode comprometer princípios fundamentais do setor audiovisual. “Estamos profundamente preocupados com sinais de apoio a essa operação que prioriza os interesses de um pequeno grupo de stakeholders poderosos em detrimento do interesse público”, diz a carta.
Segundo os signatários, a consolidação poderia afetar a integridade, a independência e a diversidade da indústria do entretenimento, além de reduzir a concorrência no mercado.
A proposta de aquisição foi anunciada no fim de fevereiro pela Paramount Skydance, comandada pelo CEO David Ellison. A operação, avaliada em US$ 111 bilhões, envolve a compra da Warner Bros. Discovery, empresa liderada por David Zaslav. O acordo teria sido fechado após uma disputa com a Netflix pelos ativos.
A carta reúne mais de 1.034 assinaturas e conta com o apoio de profissionais influentes da indústria, como David Fincher, Denis Villeneuve, Glenn Close, Jane Fonda, J. J. Abrams, Jason Bateman, Lin-Manuel Miranda, Mark Ruffalo, Joaquin Phoenix, Ben Stiller e Yorgos Lanthimos, entre outros.
Em resposta à carta, a Paramount divulgou um extenso comunicado na segunda-feira: “Entendemos e ouvimos as preocupações levantadas por alguns membros da nossa comunidade criativa e respeitamos o compromisso de proteger e expandir a criatividade.”
“Temos sido claros em nossos compromissos de fazer exatamente isso: aumentar a produção para um mínimo de 30 longas-metragens de alta qualidade anualmente, com lançamentos completos nos cinemas, continuar licenciando conteúdo e preservar marcas icônicas com liderança criativa independente — garantindo que os criadores tenham mais caminhos para seu trabalho, e não menos”, escreveu o estúdio cinematográfico.


