Organizado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o Oscar é a premiação mais aguardada do ano no universo do cinema, reconhecendo as maiores conquistas da indústria mundial. A premiação é amplamente conhecida como o prêmio mais prestigiado e cobiçado pelos cineastas e artistas de todo o mundo.
A edição de 2026 da premiação acontece neste domingo (15), às 20h no Dolby Theatre em Los Angeles, na Califórnia. A cerimônia será comandada pelo apresentador Conan O’Brien.
Ao longo da história do Oscar, muitos atores levaram o conceito de dedicação a um novo nível para dar vida a personagens marcantes. Em busca de autenticidade e de profundidade dramática, alguns passaram por transformações físicas extremas, por intensas rotinas de preparação e até por condições extenuantes de filmagem na técnica da atuação de método.
Em diversos casos, esse comprometimento foi reconhecido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas com a tão desejada estatueta. Confira alguns destes casos!
Leonardo DiCaprio para “O Regresso”
Após um jejum de 23 anos, DiCaprio venceu o Oscar de Melhor Ator por “O Regresso”. No longa, o ator vive um caçador que sofre um violento ataque de urso e quase morre. Para o papel, Leonardo comeu fígado de bisão cru, entrou em rios congelados e dormiu em carcaças de animais.
Matthew McConaughey e Jared Leto para “Clube de Compras Dallas”
McConaughey e Leto venceram, respectivamente, o Oscar de Melhor Ator e de Melhor Ator Coadjuvante por “Clube de Compras Dallas”. Jared Leto manteve-se no personagem de mulher trans durante os 25 dias de filmagem e chegou a pesar cerca de 52 kg para o papel. McConaughey se isolou completamente em sua casa, fugindo do sol e de distrações e emagrecendo 21 kg para o filme.
Hilary Swank para “Meninos Não Choram”
Em “Meninos Não Choram”, Hilary Swank interpreta um homem trans. Para o filme, ela viveu como homem por mais de um mês antes mesmo de as gravações começarem. Para seus vizinhos, a atriz fingiu que era Billy, um primo que a visitava. Swank afirma que achou “que nunca mais conseguiria encontrar a Hilary”.
Daniel Day-Lewis para “Meu Pé Esquerdo”
Daniel Day-Lewis interpreta um escritor com paralisia cerebral no longa “Meu Pé Esquerdo”. Durante as gravações, nunca saiu de sua cadeira de rodas, era carregado pelo set de filmagem e alimentado pela equipe. Antes das gravações, ele passou dois meses em uma clínica para paralisia cerebral em Dublin.
Natalie Portman para “Cisne Negro”
Para interpretar a bailarina Nina em “Cisne Negro”, Natalie Portman passou mais de um ano em treinamento intenso. Sob orientação da ex-bailarina do New York City Ballet Mary Helen Bowers, iniciou com duas horas diárias de exercícios durante seis meses para fortalecer o corpo e evitar lesões. Depois, acrescentou natação, tonificação muscular e cerca de três horas de aula de balé por dia. Nos meses que antecederam as filmagens, a rotina chegou a oito horas diárias dedicadas ao aprendizado das coreografias.


