Oswaldo Montenegro revive “A Dança dos Signos” com produção exuberante e divertida

70 anos de vida do menestrel brasileiro. O cantor, compositor e autor carioca Oswaldo Montenegro reviveu “A Dança dos Signos”, espetáculo criado por ele na década de 1980 e considerado até hoje o de maior sucesso da cinquentenária carreira. Renovado sem perder a essência, o projeto estreou neste sábado (14), no Tokio Marine Hall, em São Paulo.

A maior parte do tempo é um show de música, mas não é só. A apresentação começa e termina com um texto bonito, declamado pelo artista, primeiro ao microfone e depois com a voz gravada. O recado principal é transmitido pela frase: “nós não viemos aqui falar de astrologia, nós usamos o assunto para falar de paz”.

 

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Há quem ache astrologia, horóscopo e signos uma grande baboseira e pode não gostar do espetáculo se se apegar a isto. Porém, o espectador mais ortodoxo se acalma quando entende a experiência como um musical, atentando-se aos vários elementos visuais e à teatralidade.

As músicas autorais de Oswaldo sobre cada um dos 12 signos (pela ordem: áries, touro, gêmeos, câncer, leão, virgem, libra, escorpião, sagitário, capricórnio, aquário e peixes) vêm acompanhadas de belíssimas exibições de dança e jogos corporais no telão. Em dado momento, os bailarinos também falam, perguntados sobre sonhos, medos, desejos, etc.

O recurso audiovisual também é usado para brincadeiras. Num destes momentos, a flaustista Madalena Salles, a “Madá”, que acompanha Oswaldo Montenegro há décadas, começou o espetáculo no telão, travando um diálogo engraçado com o cantor.

 

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Do repertório tradicional do artista, foram cantadas: “A Lista”, “Bandolins” (dedicação ao pai Newton Montenegro), “Mistérios”, “Intuição”, “Incompatibilidade” (parte de uma das brincadeiras no telão) e “Metade” (dedicação ao filho Pedro).

Na lista de homenageados, estavam ainda Rita Lee (1947-2023), com fotos mostradas no telão durante a canção de capricórnio, e o canadense Leonard Cohen (1934-2016), que teve o refrão de “Hallelujah” entoado perto da música de virgem.

O espetáculo, que durou cerca de 1h30, terminou uns 20 minutos antes da meia-noite, mas o público quis antecipar o “parabéns” de aniversário a Oswaldo Montenegro. A cantoria foi tímida, pois o artista havia acabado de sair do palco. No entanto, ele voltou poucos minutos depois para ouvir uma saudação mais forte.

 

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