Pomadas modeladoras: por que foram proibidas pela Anvisa e como substituí-las

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu na última sexta-feira (10) a comercialização de pomadas modeladoras após relatos de lesões graves, sobretudo no Rio de Janeiro e Pernambuco. Mais de 3 mil marcas tiveram seus produtos suspensos.

Em nota, a Anvisa afirmou: "A avaliação de risco feita pela Anvisa em conjunto com o Ministério da Saúde e vigilâncias sanitárias locais indica que, diante do número de ocorrências, distribuição geográfica e diversidade de marcas envolvidas, a medida mais segura é interditar estes produtos até que todas as providências possíveis sejam adotadas para evitar novos eventos".

Em contato com a água ou com o suor, o produto pode escorrer pelo rosto e causar ardência nos olhos, lacrimejamento, dor de cabeça, coceira, inchaço ocular e até cegueira temporária. De acordo com os especialistas, as pomadas causam tais reações por conterem componentes tóxicos como propilenoglicol, EDTA e ácido cítrico.

A recomendação é de suspensão do uso do produto, o substituindo por gel capilar ou gelatina sem álcool. Se o consumidor utilizou algum tipo de pomada recentemente, é necessário lavar os cabelos com cuidado e procurar imediatamente um médico no caso de qualquer sintoma. Nesse último caso, não se deve usar colírio ou outra substância nos olhos antes de consultar um especialista.

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