Sean Penn e o Oscar: uma relação marcada por prêmios, ausências e polêmicas

Na noite do último domingo (15), o ator Kieran Culkin subiu ao palco do Oscar 2026 para anunciar o vencedor da categoria Melhor Ator Coadjuvante na 98ª edição da premiação. No entanto, o grande vencedor da noite, Sean Penn, premiado por sua atuação em “Uma Batalha Após a Outra, não estava presente para receber a estatueta.

 

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A relação de Sean Penn com o Oscar sempre foi marcada por uma mistura incomum de prestígio e confrontação. Dono de três estatuetas e considerado um dos grandes atores de sua geração, Penn também se tornou uma figura frequentemente crítica da própria premiação — chegando a boicotar cerimônias, atacar publicamente a Academia e transformar seus Oscars em símbolo de protesto político.

Penn construiu uma carreira altamente respeitada em Hollywood. Ele venceu o Oscar de Melhor Ator por “Sobre Meninos e Lobos” e por “Milk: A Voz da Igualdade”, e décadas depois conquistou sua terceira estatueta, desta vez como ator coadjuvante em “Uma Batalha Após a Outra”. 

O ator chegou a não comparecer às três primeiras vezes em que foi indicado ao prêmio. Ainda assim, estava lá para receber sua primeira estatueta, quando alfinetou, em seu discurso: “Se há uma coisa que os atores sabem… é que não existe algo como ‘o melhor’ na atuação”.

Em 2022, durante a invasão russa da Ucrânia, Penn pressionou a Academia para convidar o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy a discursar durante o Oscar. Caso isso não acontecesse, ele declarou que apoiaria um boicote à cerimônia e afirmou que poderia até derreter suas próprias estatuetas em protesto.

A tensão com a premiação também se manifestou em declarações públicas. Em 2024, durante o Festival de Cinema de Marrakech, Penn acusou os organizadores do Oscar de demonstrar “covardia extraordinária” e de limitar a diversidade cultural e artística dentro da indústria. 

O episódio mais recente dessa relação turbulenta aconteceu em 2026. Penn venceu novamente o Oscar por “Uma Batalha Após a Outra”, mas não compareceu à cerimônia. Em vez disso, viajou para a Ucrânia para encontrar Zelenskyy, mantendo seu engajamento político.

A ausência virou até piada durante a transmissão da premiação, quando o apresentador, Kieren Culkin, comentou que o ator “não pôde — ou não quis — estar presente”.

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