2023 foi o ano mais quente nos últimos 100 mil anos, segundo Copernicus

Observatório afirmou que as maiores temperaturas foram registradas de junho a dezembro

O ano passado foi confirmado como o mais quente já registrado, segundo relatório do observatório europeu Copernicus, divulgado nesta terça-feira (9).

Com temperatuas em níveis recordes, pela primeira vez, todos os dias dentro de um ano ficaram 1°C acima do nível pré-industrial de 1850 a 1900 – sendo que, em metade de 2023, os termômetros chegaram a passar 1,5°C. Dessa forma, foram as temperaturas mais altas nos últimos 100 mil anos.

“2023 foi um ano excepcional com recordes climáticos caindo como dominós. Não apenas 2023 foi o ano mais quente registrado, como é o primeiro ano com dias 1°C mais quentes do que a era pré-industrial. As temperaturas em 2023 provavelmente foram as mais altas ao menos nos últimos 100 mil anos”, disse Samantha Burgees, vice-diretora do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus da União Europeia.

O documento do Copernicus revela, ainda, um aquecimento violento com recordes diários e mensais. A temperatura da Terra ficou em 1,48°C acima do nível pré-industrial, antes de 1850 a 1900. Isso é muito perto do 1,5°C estabelecido por cientistas como “limite seguro” para evitar consequências mais graves das mudanças climáticas.

Esse aumento da média de temperatura foi estipulado no Acordo de Paris para até o final deste século e a previsão era de que não fosse atingido antes de 2030. O relatório também mostra que os meses de junho a dezembro foram os mais quentes de 2023 e da história.

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