“Acadêmicos do Baixo Augusta”, maior bloco de rua de São Paulo, celebra 15 anos

Edição comemorativa do evento aconteceu no último domingo (4) e contou com a presença de Criolo, Alessandra Negrini, Marisa Orth, entre outros

O bloco “Acadêmicos do Baixo Augusta” ajudou a consolidar a tradição do carnaval de rua paulista. Fundado em 2009 e comandado pelo músico Wilson Simoninha, o evento completou 15 anos e comemorou a marca com uma edição histórica, ocorrida no último domingo (4).

A partir das 13h, a concentração começou na Rua da Consolação, próxima da Avenida Paulista. Não demorou para que o público, composto desde pais com filhos pequenos à casais mais velhos e grupos de amigos, iniciasse a folia. Faixas de Tim Maia (“Do Leme ao Pontal”), Luiz Caldas (“Haja Amor”), entre outros, compuseram a trilha sonora.

Perto das 14h, a atriz Alessandra Negrini, usando um figurino rosa assinado pela estilista Fernanda de Goeye e acompanhado de balões, surgiu, causando euforia e recebendo muitos gritos de “maravilhosa”. Ao subir no trio, desejou “muito axé” e pronunciou até um “vai Corinthians”. Chamada de “a Rainha Debutante”, ela dançou a tradicional valsa dos 15 anos com um integrante da comunidade do bloco – escolhido por meio de um concurso nas redes sociais.

Thelma Assis, mais conhecida como Thelminha, também marcou presença. A doutora e vencedora do reality show Big Brother Brasil 20 esbanjou carisma, tirando foto com admiradores e sorrindo para as câmeras. Ela, que participou do evento pela primeira vez, ganhou o título de “Diva do Baixo Augusta”.

A atriz Marisa Orth, a “Primeira Madrinha”, e a cantora Jaloo também atuaram como atrações. Já curtindo, pudemos ver o ator Julio Andrade, acompanhado da companheira, Elen Clarice, e o escrito Marcelo Rubens Paiva, o “porta estandarte” da vez.

Participação de Criolo

O tema de 2024 foi “Resiste amor em SP”, uma referência à faixa “Não Existe Amor em SP”, de Criolo. Aliás, o cantor – que fez um show especial para o público presente – foi um dos protagonistas da edição. Antes mesmo de se apresentar, apareceu no trio (diga-se de passagem, enérgico e vibrante com a bateria tocando e o símbolo da caveira revolucionária!) para fazer corações aos fãs que o esperavam. Ademais, bateu um papo com a Alpha.

Durante nossa conversa, o artista expressou gratidão por fazer parte do evento e explicou o que o carnaval de São Paulo representa para ele. Em breve, você confere o conteúdo completo nas nossas redes sociais!

Por fim, a organização destacou que o “Carnaval de São Paulo é coisa séria, importante, marca registrada da nossa cultura”, em solidariedade aos blocos que não puderam acontecer neste ano por falta de recursos. Conforme os envolvidos, a ideia do “Acadêmicos do Baixo Augusta” é defender a democracia, diversidade, arte e fazer uma declaração de amor à sociedade.

 

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