Câncer de mama: quando começar a fazer mamografia?

O Dia Internacional da Mulher é frequentemente associado a homenagens, celebrações e reconhecimento de conquistas — mas também é uma data importante para reforçar um tema essencial: o cuidado com a saúde feminina. Entre as principais pautas está a prevenção do câncer de mama, o tipo de câncer mais comum entre mulheres no Brasil e no mundo.

Mais do que uma campanha pontual, a conscientização sobre a mamografia e o diagnóstico precoce é um gesto de autocuidado, informação e empoderamento.

Quando começar a fazer mamografia?

De forma geral, as principais diretrizes médicas indicam que a mamografia de rastreamento deve começar aos 40 anos, sendo realizada anualmente. Esse exame é fundamental porque consegue identificar alterações nas mamas antes mesmo do surgimento de sintomas perceptíveis.

No entanto, a recomendação pode variar de acordo com o histórico familiar e fatores de risco. Mulheres com casos de câncer de mama na família, especialmente em parentes de primeiro grau, podem precisar iniciar o acompanhamento mais cedo, com orientação médica individualizada.

Por isso, o acompanhamento com um ginecologista ou mastologista é indispensável para definir a idade ideal e a frequência dos exames.

A importância do diagnóstico precoce

O grande diferencial da mamografia está na detecção precoce. Quando o câncer de mama é identificado em estágios iniciais, as chances de tratamento eficaz e cura são significativamente maiores.

Muitas vezes, a doença não apresenta sintomas no começo. Ou seja, esperar sinais visíveis pode atrasar o diagnóstico. A mamografia, nesse cenário, atua como uma ferramenta preventiva que salva vidas.

Além da mamografia, o autoconhecimento do corpo também é fundamental. Observar alterações como nódulos, mudanças na pele, secreções ou dor persistente nas mamas deve sempre motivar a busca por avaliação médica.

Saúde feminina também é autocuidado

Em meio às múltiplas responsabilidades do dia a dia, muitas mulheres acabam priorizando tudo — trabalho, família, rotina — e deixam a própria saúde em segundo plano. O Dia da Mulher surge como um convite simbólico para mudar esse padrão.

Cuidar da saúde não é apenas uma necessidade médica, mas um ato de amor-próprio. Agendar exames, realizar consultas de rotina e manter o acompanhamento preventivo são atitudes que representam atenção com o presente e responsabilidade com o futuro.

Informação, prevenção e protagonismo

Falar sobre mamografia no contexto do Dia da Mulher é reforçar que a prevenção também é uma forma de empoderamento. Ter acesso à informação, conhecer o próprio corpo e manter os exames em dia são passos fundamentais para reduzir riscos e aumentar as chances de um diagnóstico precoce.

Celebrar o Dia da Mulher também pode significar isso: olhar para si, priorizar a própria saúde e transformar o cuidado em um compromisso contínuo. Afinal, o autocuidado mais importante começa pela prevenção.

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