O Radiohead até apareceu na arte da programação de 2026 do Coachella – mas a banda não vai se apresentar no festival. Na verdade, o grupo vai marcar presença através de uma instalação artistica inédita na edição deste ano, que ficará disponível nos dois finais de semana de evento.
Trata-se do chamado “KID A MNESIA“, um filme composto por obras de arte do vocalista Thom Yorke e do artista Stanley Donwood, colaborador de longa data do conjunto. As obras foram criadas durante a produção dos álbuns “KID A (2000) e “Amnesiac” (2001).
Aos interessados, serão cinco sessões por dia, com duração de 75 minutos, no Bunker, instalado dentro do Empire Polo Club. O local conta com ar-condicionado. Todos os festivaleiros poderão acessar o espaço, mediante a capacidade do Bunker. É possível, também, fazer reservas para ter acesso prioritário.
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A experiência também será levada para outras regiões da América do Norte, incluindo Brooklyn, Chicago, Cidade do México e São Francisco.
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Radiohead planeja fazer 20 shows a cada ano em continentes diferentes
Após oito anos sem subir aos palcos, o Radiohead voltou a se apresentar ao vivo em 2025, realizando uma agenda de 20 shows pelo Reino Unido e Europa. Parece que a banda voltou a gostar da sensação dos concertos e já há planos para novos compromissos em 2027.
Em entrevista à revista Rolling Stone, o guitarritsta Ed O’Brien adiantou qual é a ideia: “O que vamos fazer é, a cada ano, tocar em um continente diferente e fazer 20 shows por ano. Nem mais, nem menos.”
Essa rota de apresentações deverá percorrer a América do Norte, América do Sul e Ásia/Oceania. Até o momento, nenhuma data ou local foi divulgado, mas o músico promete uma “turnê completa”.
“Queremos dar absolutamente tudo de nós todas as noites”, disse ele. “Não queremos que pareça que estamos apenas cumprindo tabela ou que estamos sem energia. Precisamos ser capazes de fazer isso. E sabe de uma coisa? Não somos mais jovens.”
O limite de 20 espetáculos é um ótimo número para a banda, que justamente decidiu pelo hiato devido à exaustão das agendas extensas e cansativas que faziam até 2018. “Era praticamente ininterrupto. É algo que absorve tudo e exige sua atenção total, e é viciante nesse sentido. Mas não é necessariamente saudável, porque você simplesmente continua, continua, continua. E então, quando você para, de repente os fantasmas te alcançam”, explicou.
Sobre o retorno do grupo em 2025, O’Brien descreveu como algo incrível: “A gente se olhava no palco e pensava: ‘Isso é incrível’. Eu me sinto a pessoa mais sortuda do planeta, e não estou dizendo isso da boca para fora.”


